STF autoriza Bolsonaro a realizar exames médicos em hospital

Bolsonaro será submetido a tomografia, ressonância e eletroencefalograma após queda, por decisão do ministro Alexandre de Moraes

Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro realize exames médicos no hospital DF Star, em Brasília, nesta quarta-feira (7). A decisão atendeu a um pedido da defesa após o relato de uma queda ocorrida na última terça-feira (6), na Superintendência da Polícia Federal, onde ele permanece detido por determinação judicial no âmbito das investigações em curso.

Detalhes da decisão e acompanhamento médico de Bolsonaro

Jair Bolsonaro
Saulo Cruz/Agência Senado

De acordo com a autorização, Bolsonaro poderá realizar tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma, exames solicitados para uma avaliação clínica mais detalhada. O deslocamento até o hospital deverá ser feito pela Polícia Federal, de forma discreta, com entrada pelas garagens da unidade hospitalar. A corporação também ficará responsável por alinhar com a direção do DF Star os detalhes logísticos e a execução dos procedimentos.

Um dia antes da decisão do STF, a Polícia Federal informou que o ex-presidente foi atendido por uma equipe médica após relatar a queda. Na ocasião, os profissionais constataram ferimentos leves e recomendaram apenas observação, sem necessidade de encaminhamento hospitalar imediato, destacando que qualquer transferência dependeria de autorização judicial.

Diante do quadro, a defesa protocolou pedido no Supremo alegando preocupação com o estado de saúde do ex-presidente, especialmente em razão de seu histórico clínico recente. Nos documentos apresentados, os advogados afirmaram que o impacto sofrido poderia representar risco concreto à saúde, mencionando sintomas como impacto craniano, tontura e suspeita de traumatismo.

Relatórios médicos anexados ao processo apontaram que, no atendimento inicial, Bolsonaro estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico. Também foram identificadas lesões superficiais no rosto e no pé. Entre as hipóteses diagnósticas levantadas estão interação medicamentosa, crise epiléptica ou adaptação ao uso de CPAP, equipamento utilizado no tratamento da apneia do sono.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na decisão, Alexandre de Moraes destacou que a autorização para a realização dos exames tem caráter preventivo e visa garantir a integridade física do investigado, sem qualquer alteração em sua situação jurídica. O acompanhamento médico seguirá sob supervisão das autoridades, dentro dos trâmites legais estabelecidos pelo STF.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 07/01/2026
  • Fonte: FERVER