STF autoriza Bolsonaro a realizar exames médicos em hospital
Bolsonaro será submetido a tomografia, ressonância e eletroencefalograma após queda, por decisão do ministro Alexandre de Moraes
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 07/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro realize exames médicos no hospital DF Star, em Brasília, nesta quarta-feira (7). A decisão atendeu a um pedido da defesa após o relato de uma queda ocorrida na última terça-feira (6), na Superintendência da Polícia Federal, onde ele permanece detido por determinação judicial no âmbito das investigações em curso.
Detalhes da decisão e acompanhamento médico de Bolsonaro

De acordo com a autorização, Bolsonaro poderá realizar tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma, exames solicitados para uma avaliação clínica mais detalhada. O deslocamento até o hospital deverá ser feito pela Polícia Federal, de forma discreta, com entrada pelas garagens da unidade hospitalar. A corporação também ficará responsável por alinhar com a direção do DF Star os detalhes logísticos e a execução dos procedimentos.
Um dia antes da decisão do STF, a Polícia Federal informou que o ex-presidente foi atendido por uma equipe médica após relatar a queda. Na ocasião, os profissionais constataram ferimentos leves e recomendaram apenas observação, sem necessidade de encaminhamento hospitalar imediato, destacando que qualquer transferência dependeria de autorização judicial.
Diante do quadro, a defesa protocolou pedido no Supremo alegando preocupação com o estado de saúde do ex-presidente, especialmente em razão de seu histórico clínico recente. Nos documentos apresentados, os advogados afirmaram que o impacto sofrido poderia representar risco concreto à saúde, mencionando sintomas como impacto craniano, tontura e suspeita de traumatismo.
Relatórios médicos anexados ao processo apontaram que, no atendimento inicial, Bolsonaro estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico. Também foram identificadas lesões superficiais no rosto e no pé. Entre as hipóteses diagnósticas levantadas estão interação medicamentosa, crise epiléptica ou adaptação ao uso de CPAP, equipamento utilizado no tratamento da apneia do sono.

Na decisão, Alexandre de Moraes destacou que a autorização para a realização dos exames tem caráter preventivo e visa garantir a integridade física do investigado, sem qualquer alteração em sua situação jurídica. O acompanhamento médico seguirá sob supervisão das autoridades, dentro dos trâmites legais estabelecidos pelo STF.