SSP-SP e Febraban criam grupo para combater golpes digitais

Parceria prevê compartilhamento de informações, capacitação, apoio às investigações da Polícia Civil e ações para ampliar a recuperação de valores desviados em golpes digitais.

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A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) formaram um grupo de trabalho nesta quarta-feira (29) para enfrentar o avanço dos golpes digitais. O alvo prioritário da força-tarefa são as fraudes que utilizam o sistema de transferências instantâneas Pix.

As instituições elaboram um acordo de cooperação técnica para cruzar informações estratégicas. A medida busca dar suporte imediato às investigações da Polícia Civil e acelerar o processo de rastreio e recuperação dos valores subtraídos das contas das vítimas.

A decisão ocorreu durante um encontro de alinhamento operacional entre Osvaldo Nico Gonçalves, secretário da Segurança Pública, e Isaac Sidney, presidente da entidade bancária. Representantes das áreas de tecnologia e inteligência criminal também definiram as primeiras diretrizes.

Estratégia de inteligência contra golpes digitais

A equipe técnica começou a atuar antes mesmo da assinatura oficial do documento. Os especialistas definem os pontos focais de comando e mapeiam os dados financeiros que possuem respaldo legal para compartilhamento entre os bancos e o Estado.

O fluxo de informações transformará alertas de movimentações suspeitas em elementos concretos de inteligência. A agilidade no fornecimento desses relatórios abastecerá a investigação policial de golpes digitais e outras práticas criminosas no ambiente virtual.

Laboratório cibernético e capacitação

A estrutura do Laboratório de Segurança Cibernética dos bancos está à disposição da polícia paulista para treinamentos e desenvolvimento de tecnologias. O espaço funcionará como um hub de integração com o Banco Central, Ministério da Justiça e Polícia Federal.

O protocolo final estabelecerá as regras de governança e os mecanismos rígidos de proteção de dados pessoais. O projeto baseia-se em duas linhas de frente estruturais: a repressão qualificada de quadrilhas e o bloqueio preventivo de contas laranjas.

A cooperação técnica aproxima o Estado do setor financeiro privado para fechar o cerco contra a criminalidade. A interrupção rápida do fluxo financeiro ilícito é o principal mecanismo para desmantelar organizações dedicadas à prática de golpes digitais contra cidadãos.

  • Publicado: 30/07/2026 09:40
  • Alterado: 30/07/2026 09:40
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Agência SP