SP reforça segurança nas praias após recorde de salvamentos
Segurança nas praias de São Paulo é ampliada no verão com mais guarda-vidas, monitoramento aéreo e queda de 25% nos óbitos
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Governo de São Paulo intensificou as ações de segurança nas praias de São Paulo neste verão diante de um cenário preocupante: o litoral paulista registrou, em 2025, o maior número de salvamentos por afogamento da série histórica, iniciada em 1995. Foram 4,1 mil pessoas resgatadas, alta de 10,4% em relação a 2024, quando houve 3.735 ocorrências.
Apesar do aumento nos resgates, os dados indicam avanço na prevenção. Graças à atuação integrada das forças de segurança, o número de mortes nas praias caiu de 118 em 2024 para 82 em 2025, uma redução de 25%.
Operação Verão Integrada amplia segurança nas praias de São Paulo

Para enfrentar o aumento do fluxo de turistas, o Estado mantém a Operação Verão Integrada, iniciativa inédita que reúne segurança pública, saúde, mobilidade urbana e proteção ambiental. Um dos principais reforços foi o aumento do efetivo, com a contratação de 500 guarda-vidas temporários pela Secretaria da Segurança Pública.
A rotina das equipes começa nas primeiras horas da manhã, com deslocamento dos guarda-vidas do Corpo de Bombeiros para os postos fixos nas praias e para os tradicionais “cadeirões”, posicionados estrategicamente ao longo da orla.
Planejamento começa antes da alta temporada

O trabalho de segurança nas praias de São Paulo não se restringe ao verão. Durante todo o ano, o Corpo de Bombeiros planeja a Operação Praia Segura, que integra a Operação Verão Integrada. O planejamento envolve definição de efetivo, equipamentos e estratégias específicas para os meses de maior movimento.
Outro ponto essencial é o mapeamento de áreas de risco. Locais com correntes de retorno, buracos ou mudanças bruscas de profundidade recebem placas de alerta com a indicação de “Perigo”, orientando os banhistas.
Monitoramento aéreo reforça prevenção

Além da atuação na areia, os Bombeiros contam com o apoio aéreo do helicóptero Águia, da Polícia Militar, que realiza patrulhamento preventivo em toda a costa paulista. Diariamente, equipes da Aviação da PM e do Corpo de Bombeiros participam de briefings operacionais antes dos voos.
“O helicóptero oferece uma visão privilegiada dos riscos no mar. Com a experiência dos guarda-vidas a bordo, conseguimos identificar situações perigosas antes que evoluam para um afogamento”, explica o coronel Ronaldo Barreto, comandante da Aviação da PM.
O Águia percorre trechos como Bertioga a Santos em cerca de uma hora, ampliando a capacidade de resposta rápida.
Atuação integrada salva vidas

O Centro de Operações do Corpo de Bombeiros (Cobom) monitora as praias por câmeras, formando uma rede integrada que envolve guarda-vidas na areia, fiscalização aérea e monitoramento remoto, todos em comunicação via rádio.
“Em muitos casos, a integração entre o guarda-vidas em solo e o que está na aeronave faz toda a diferença para salvar vidas”, destaca o coronel Valdizir Nascimento, comandante do Grupamento de Bombeiros Marítimos.
O Corpo de Bombeiros também disponibiliza um painel digital atualizado em tempo real, indicando quais praias contam com guarda-vidas, auxiliando a população a escolher locais mais seguros.
Orientações para aproveitar o mar com segurança

Para reforçar a segurança nas praias de São Paulo, os Bombeiros orientam os banhistas a:
- Seguir sempre as instruções dos guarda-vidas
- Observar os sinais do helicóptero Águia
- Não subestimar o mar, mesmo sabendo nadar
- Respeitar as placas de sinalização
- Evitar o consumo de álcool antes de entrar no mar
- Identificar crianças com pulseiras distribuídas pelos guarda-vidas
A corporação reforça a regra básica: “Água no umbigo, sinal de perigo.”
Em caso de emergência, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo 193.
Correntes de retorno exigem atenção
Em caso de corrente de retorno:
- Mantenha a calma
- Não nade contra a corrente
- Nade paralelamente à praia
- Levante os braços e peça ajuda
Levantamento da Agência SP aponta que homens são a maioria das vítimas de afogamento: em 2025, 77,8% dos casos envolveram pessoas do sexo masculino, principalmente entre 16 e 25 anos e 36 a 45 anos.