SP renova Programa Tem Saída e fortalece autonomia financeira de mulheres vítimas de violência
O Tem Saída foi criado há seis anos pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho para ajudar mulheres na busca por geração de renda e recolocação no mercado de trabalho
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 31/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A Prefeitura de São Paulo reafirmou seu compromisso com a promoção da autonomia financeira das mulheres, especialmente aquelas que enfrentam situações de violência doméstica, ao renovar nesta segunda-feira (31) as parcerias do Programa Tem Saída. Esta iniciativa visa oferecer suporte para que essas mulheres consigam não apenas romper o ciclo de violência, mas também reconquistar sua autoestima e confiança.
O Programa Tem Saída foi instituído há seis anos pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, com o objetivo de proporcionar oportunidades de geração de renda e reintegração ao mercado de trabalho. A ação tem se mostrado crucial na busca por uma vida mais segura e independente para as mulheres assistidas. O programa conta agora com a colaboração de três novas secretarias: Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e Segurança Urbana (SMSU), ampliando sua rede de apoio.
Durante a cerimônia, o prefeito Ricardo Nunes destacou a importância da colaboração entre diversas instituições, como o Ministério Público, Tribunal de Justiça e a OAB-SP, na criação de oportunidades para as mulheres em situação de vulnerabilidade. “Unir esforços é fundamental para gerar mudanças significativas. Nosso objetivo é que um dia não precisemos mais realizar essas ações”, afirmou Nunes.
A promotora Vanessa Therezinha Souza de Almeida, que coordena o Núcleo de Gênero do Ministério Público, enfatizou que a dependência econômica é um dos principais fatores que mantém as mulheres em relacionamentos abusivos. “Capacitar essas mulheres e oferecer oportunidades é essencial para que possam superar o ciclo da violência“, disse.
O presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, reiterou o compromisso da entidade em apoiar o programa, disponibilizando recursos humanos e logísticos através das 13 subseções no estado. Ele ressaltou que o projeto tem potencial para transformar São Paulo em um modelo nacional no enfrentamento da violência contra a mulher.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Rodrigo Goulart, ressaltou que o Tem Saída não apenas oferece esperança às mulheres, mas também é um passo significativo rumo à autonomia financeira. “Estamos fortalecendo essa política pública que já mudou muitas vidas”, afirmou Goulart.
A secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Regina Célia da Silveira Santana, detalhou os recursos disponíveis para acolhimento e proteção das mulheres atendidas pelo programa. Com 32 unidades fixas e uma unidade móvel à disposição, a SMDHC oferece suporte social, psicológico e jurídico às vítimas.
A secretária Eliana Gomes, da SMADS, destacou a importância do acolhimento adequado dessas mulheres por meio dos serviços sociais oferecidos. “Nosso objetivo é garantir que elas possam se reestruturar psicologicamente e conquistar sua autonomia”, afirmou Gomes.
A SMSU também contribuirá com acolhimento humanizado através de guardas civis metropolitanos especialmente treinados. Essa integração entre os programas representa uma estratégia importante no combate à violência doméstica.
Desde sua implementação, o Programa Tem Saída já atendeu mais de 60 empresas parceiras como Magazine Luiza e Carrefour. Até agora, foram emitidos mais de 2.500 ofícios que permitem encaminhamentos diretos ao Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (Cate), onde as mulheres recebem assistência personalizada na busca por emprego.
Com mais de 1.000 mulheres cadastradas no programa e quase 2.000 encaminhamentos para processos seletivos realizados até o momento, a iniciativa já resultou na contratação de 357 delas. Além disso, cerca de 100 participantes foram acolhidas no Programa Operação Trabalho – POT Mães Guardiãs.
O programa também promoveu capacitações para mais de 70 colaboradores sobre como lidar com situações envolvendo violência doméstica e lançou cartilhas informativas com orientações tanto para as empresas quanto para as mulheres sobre como buscar apoio para sair desse ciclo.