SP registra menor número de focos de calor em 28 anos
Monitoramento via satélite aponta queda expressiva nas anomalias térmicas durante a temporada de estiagem de 2026 no estado paulista.
- Publicado: 11/09/2026 14:57
- Alterado: 11/09/2026 14:57
- Autor: Thiago Antunes
O estado de São Paulo contabilizou 171 focos de calor em agosto de 2026, o menor volume registrado para o mês desde 1998. O levantamento revela que os focos de calor em SP ficaram 65% abaixo das 494 ocorrências de agosto de 2025. Os dados pertencem ao sistema BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A marca atual também representa um número 83% menor que a média histórica mensal de 996 focos. O recuo reflete uma combinação de chuvas acima do padrão para o período e o aumento nas rondas preventivas orientadas pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).
“As condições meteorológicas contribuíram para esse cenário, e o Estado também chegou à temporada de estiagem mais preparado com investimentos e fiscalização”, afirmou o subsecretário de Meio Ambiente da Semil, Jônatas Trindade.
Como o satélite detecta os focos de calor em SP
O monitoramento de superfície capta anomalias térmicas que ajudam a direcionar o patrulhamento ambiental terrestre. Embora nem todo sinal signifique um incêndio ativo, a redução dos focos de calor em SP otimiza o envio de equipes para checagem rápida em áreas mais vulneráveis do território.
Durante a atual Fase Vermelha de alerta ambiental, prevista até outubro, a Diretoria de Proteção e Fiscalização Ambiental (DPFA) já percorreu 3.151 quilômetros ao longo de 316 horas de patrulhamento. O trabalho foca na inspeção preventiva de aceiros e na orientação de moradores em zonas de risco.
Menos incêndios em Unidades de Conservação
O impacto da prevenção reflete diretamente nas reservas ecológicas administradas pela Fundação Florestal. As áreas estaduais protegidas registraram 31 incêndios confirmados em agosto de 2026, o que consolida uma queda de 20,5% em relação ao ano anterior.
A estratégia preventiva envolveu a execução de 600 hectares de queimas prescritas neste ano, com meta de atingir 2 mil hectares até o fim de 2026. O Manejo Integrado do Fogo reduz a biomassa seca disponível nas matas e impede que os focos de calor em SP se transformem em queimadas descontroladas.
Operação São Paulo Sem Fogo amplia estrutura
O governo estadual destinou mais de R$ 400 milhões em investimentos para o período de estiagem. O montante financia desde o acompanhamento meteorológico com suporte de inteligência artificial até a modernização de equipamentos para brigadistas e policiais militares ambientais.
As ações englobam ainda a elaboração de planos específicos de contenção para cada Área de Proteção Ambiental. Esse planejamento de base garante respostas mais ágeis para manter sob controle a incidência dos focos de calor em SP ao longo dos próximos meses de seca.