S&P rebaixa nota do Brasil de BB+ para BB
A agência de classificação de risco Standard & Poor's anunciou nesta quarta-feira, 17, que rebaixou novamente o rating do Brasil, desta vez de BB+ para BB
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 17/02/2016
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Também manteve negativa a perspectiva da nota brasileira. Isto significa que um novo rebaixamento deve ocorrer, com “probabilidade maior que 1 em 3”, informou.
A agência avalia que os desafios políticos no Brasil continuam crescendo e o processo de ajuste tende a ser mais prolongado agora no País.
Na nota em que informou a decisão de rebaixar mais uma vez a nota do Brasil, de BB+ para BB, a agência de classificação de risco Standard & Poors avalia que o País deve ter mais um ano de forte contração econômica.
“Com o déficit do governo e a dívida líquida, respectivamente, em cerca de 7% e 60% do Produto Interno Bruto (PIB) durante o período entre 2016 e 2018 (…) acreditamos que não há mais flexibilidade política suficiente para distinguirmos entre os ratings em moeda local e estrangeira no Brasil”, disse a agência.
Na mesma decisão, que ocorre cinco meses após o último rebaixamento, a S&P reduziu também o rating de longo prazo em moeda local de BBB- para BB e rebaixou o rating de curto prazo em moeda local do Brasil de A-3 para B, enquanto a nota de curto prazo em moeda estrangeira permaneceu B. O rating em escala nacional foi rebaixado de brAAA para brAA-. A perspectiva é negativa.
A nota diz ainda que os desafios políticos e econômicos enfrentados pelo Brasil continuam consideráveis e que a S&P agora espera um processo mais longo de ajuste, o que significa uma correção mais lenta na política fiscal.
Segundo a agência, a perspectiva negativa reflete uma chance maior do que 1 em 3 de um novo rebaixamento do rating brasileiro. E cita como fatores negativos o risco de reversão de políticas importantes em meio à dinâmica da política brasileira, além da falta de iniciativas políticas consistentes.
A perspectiva da nota do Brasil pode ser revisada para estável “se as incertezas políticas no Brasil forem revertidas para que a execução da política seja consistente e melhore as perspectivas para o crescimento do PIB”, afirmou a S&P. “Esperamos que estas melhorias possam apoiar um retomada mais rápida que leve o Brasil a sair da atual recessão, o que facilitaria a performance fiscal e daria mais espaço de manobra em meio a choques econômicos”.