SP intensifica campanha contra tabagismo
População pode procurar apoio em grupos antitabagismo nas UBSs, além de tratamento medicamentoso para os casos de alta dependência à nicotina
- Publicado: 20/02/2026
- Alterado: 02/06/2025
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Patati Patatá Circo Show
A Prefeitura de São Paulo intensifica esforços para conscientizar a população sobre os riscos associados ao uso do tabaco, em alinhamento com o Programa Nacional de Controle do Tabagismo. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) desempenham um papel fundamental nesse processo, oferecendo acolhimento e suporte aos usuários que desejam abandonar o vício.
Com o Dia Mundial sem Tabaco, celebrado no último sábado (31), a administração municipal reforça que os serviços disponíveis abrangem todos os métodos de consumo de tabaco, incluindo cigarros, charutos, cachimbos e narguilés. Além disso, são abordados produtos de uso oral e dispositivos eletrônicos, como os cigarros eletrônicos, que têm se tornado populares entre os jovens devido ao seu design atrativo e sabores diversos.
As UBSs disponibilizam orientações sobre como lidar com a abstinência e a dependência psicológica associadas ao tabagismo. O tratamento inclui técnicas como relaxamento e autocontrole, além de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e medicamentos quando necessário. O programa prevê um tratamento inicial de três meses seguido por um ano de acompanhamento, com reuniões em grupo baseadas na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que auxilia os participantes a entenderem o impacto do tabagismo em sua saúde.
O tabagismo é responsável por uma série de doenças graves, como câncer de pulmão, infarto e enfisema pulmonar. Adicionalmente, ele está relacionado a condições como tuberculose, infecções respiratórias e problemas gastrointestinais. Mesmo produtos sem combustão, como o rapé, apresentam riscos significativos à saúde, incluindo diversos tipos de câncer.
Os cigarros eletrônicos também têm sido alvo de atenção devido aos seus potenciais riscos à saúde. Embora sejam considerados menos prejudiciais por alguns usuários, não há evidências concretas que comprovem sua eficácia como auxílio para parar de fumar. A coordenadora de controle ao tabagismo da Divisão de Saúde Mental da SMS, Liamar Ferreira, alerta que os cigarros eletrônicos podem ser tão danosos quanto os tradicionais.
Aqueles que desejam iniciar um novo caminho livre do cigarro podem visitar a UBS mais próxima e solicitar encaminhamento para um dos centros especializados do Programa de Tratamento do Tabagismo. Informações sobre as localizações das unidades estão disponíveis na plataforma Busca Saúde.