SP forma 457 delegados para reforçar investigação de crimes
O estado de São Paulo ganha reforço policial com a formação de 457 profissionais, destinando efetivo recorde para unidades femininas.
- Publicado: 28/08/2026 16:55
- Alterado: 28/08/2026 16:55
- Autor: Thiago Antunes
As delegacias paulistas recebem um contingente de 457 novos delegados em São Paulo para acelerar a condução de inquéritos e o atendimento à população. A Academia de Polícia (Acadepol) formou a turma nesta sexta-feira (28), após oito meses de capacitação técnica. O grupo assume postos na capital, região metropolitana e interior paulista.
A distribuição das vagas prioriza a cidade de São Paulo, que absorve 151 novos profissionais do efetivo. A região metropolitana aloca outros 81 delegados de polícia, enquanto o restante segue para os municípios do interior. A cerimônia de formatura ocorreu na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
Destinação de novos delegados em SP para unidades femininas
O governo direcionou 118 policiais para as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), o que representa 26% da turma total de formandos. Esse reforço estratégico mira a ampliação da rede de acolhimento especializado para vítimas de violência doméstica e familiar.
O contingente feminino também bateu recorde histórico de ingresso na corporação, já que 198 são mulheres e 259 são homens entre os aprovados. A delegada Aline Fernandes, primeira colocada do concurso público com nota 98,6 na avaliação final, destacou o ineditismo da composição. “Nossa turma carrega uma marca histórica, sendo a maior da carreira na história da Acadepol e tendo a maior aprovação de mulheres”, afirmou a policial.
A preparação exigiu rigor e foco exclusivo dos candidatos durante os meses de academia. “Cada ausência teve um preço, mas hoje entendemos que cada uma delas nos trouxe até aqui. Agora, é momento de usarmos tudo o que aprendemos para entregar o melhor para a sociedade lá fora”, disse a líder da turma. O ingresso desses novos delegados em SP supre uma carência antiga da rede estadual de investigação.
Diretrizes operacionais e humanização do atendimento
A liderança da segurança pública orientou os recém-formados sobre a conduta exigida nas ruas. O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, relembrou seu início na instituição e elogiou a persistência do grupo. “É lindo ver uma turma tão jovem, mas que batalhou tanto para estar aqui e que, agora, vai sair preparada para proteger os cidadãos de São Paulo”, declarou o chefe da pasta.
O domínio das técnicas investigativas requer empatia e senso de justiça no trato direto com as vítimas. O delegado-geral de Polícia, Artur Dian, cobrou uma atuação pautada estritamente na legalidade. “O verdadeiro policial não é apenas aquele que conhece a lei, mas que sabe aplicá-la com dignidade, justiça e respeito, sem fazer distinção de ninguém”, pontuou o dirigente.
Ações de solidariedade durante o curso de formação
O período de treinamento englobou atividades extracurriculares que uniram os alunos fora das salas de aula. A diretora da Acadepol, delegada Fernanda Herbella, mencionou campanhas de doação de sangue e competições esportivas organizadas pelos estudantes. Essa integração buscou fortalecer o espírito de cooperação antes do início das difíceis escalas de plantão.
O trabalho diário nas unidades policiais exigirá respostas rápidas para o combate à criminalidade urbana e proteção civil. “Esse distintivo não é apenas um símbolo da função, mas a expressão de uma missão pública que exige coragem e responsabilidade”, finalizou Herbella. A alocação imediata dos quadros garante que a população já conte com o serviço dos novos delegados em SP nas próximas semanas.