SP começa ações contra incêndios florestais no Amazonas
Força-tarefa enviada por SP com 30 profissionais inicia ação contra incêndios florestais no Amazonas, utilizando drones, satélite e cisternas
- Publicado: 12/10/2026 15:48
- Alterado: 12/10/2026 15:48
- Autor: Gabriel de Jesus
Uma força-tarefa especial enviada pelo Governo do Estado de São Paulo deu início, nesta segunda-feira (12), às ações de campo para o combate a incêndios florestais no estado do Amazonas. O grupo é composto por 25 integrantes do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar e cinco especialistas da Defesa Civil paulista.
Durante a manhã, a liderança da operação realizou um voo de reconhecimento e vistoria terrestre das áreas atingidas para mapear focos ativos e definir a logística de atuação. O trabalho em solo exige deslocamento terrestre de cerca de uma hora a partir do ponto de apoio, seguido de até duas horas de caminhada por trilhas de difícil acesso na vegetação nativa.
Na primeira fase da missão, 24 bombeiros militares foram divididos em duas frentes estratégicas: 12 atuam no combate direto às chamas em solo e outros 12 desempenham funções de inteligência, reconhecimento e avaliação técnica das regiões afetadas pelos incêndios florestais.
Entenda como está sendo o suporte no combate aos incêndios florestais
Para enfrentar a severidade dos incêndios florestais na região amazônica, a equipe paulista conta com o suporte de recursos tecnológicos avançados. Entre os equipamentos utilizados estão drones de monitoramento térmico da Unidade de Aviação e Veículos Aéreos Não Tripulados (UAVI), sistemas de internet via satélite Starlink e geradores solares recarregáveis com baterias de lítio.
Dois drones enviados já haviam sido empregados anteriormente com sucesso no combate ao incêndio industrial de grandes proporções em Itaquaquecetuba, ocorrido em agosto.
O comandante da operação ressaltou os primeiros passos da força-tarefa em solo amazônico:
“Hoje, a nossa equipe, tanto o Corpo de Bombeiros de São Paulo como a Defesa Civil Estadual, já foi a campo para fazer o reconhecimento da área de atuação. A nossa equipe foi até o ponto mais próximo com uma viatura e com o uso de aeronave e identificamos os principais focos ativos para atuação da nossa equipe. No momento, nós temos duas equipes para atuação, uma já está se deslocando para começar os combates. Nós também temos equipamentos para fazer o combate direto às chamas”, afirmou o capitão Fabio Scapassassi, do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de SP.
Reforço de água e produto retardante de chamas
Além da equipe especializada, o Governo de São Paulo providenciou o envio de insumos estratégicos. O suporte conta com quatro cisternas móveis com capacidade total para 24 mil litros de água, utilizadas no reabastecimento das equipes terrestres e de helicópteros em pontos isolados.
Também foram disponibilizados 11 mil litros de retardante químico de incêndios florestais, produto que amplia a eficiência da água e previne a reativação dos focos após a extinção das chamas.
O representante da Defesa Civil estadual detalhou o panorama enfrentado pelas equipes no terreno:
“Já estabelecemos, juntamente com os coordenadores da operação aqui do Amazonas, o possível local onde vamos deixar os retardantes que chegarão amanhã. Eles estarão colocados no aeroporto onde as aeronaves estão concentradas para que possam ser utilizados. Durante a visita de hoje, a gente verificou muita fuligem, muita fumaça, muita dificuldade para locomoção, alguns locais com incêndio demandam mais de 2 km de caminhada. As equipes já vão começar agora à tarde os trabalhos para combate ao incêndio neste primeiro dia de atuação no Amazonas”, explicou o tenente Ramatuel Diego Dantas, da Defesa Civil paulista.
A mobilização humanitária e operacional ocorre em um cenário de enfrentamento global aos impactos de eventos climáticos severos. A experiência acumulada pelos bombeiros paulistas durante as grandes queimadas enfrentadas em São Paulo ao longo de 2024 é um dos pilares do suporte técnico oferecido na contenção desses grandes incêndios florestais.
Com a integração das forças estaduais, a expectativa é que o monitoramento aéreo aliado às ações terrestres consiga conter o avanço do fogo em áreas prioritárias de preservação ambiental e proteger comunidades do entorno vulneráveis aos incêndios florestais. O trabalho conjunto permanece ativo por tempo indeterminado na região amazônica.