Em SP, polícia investiga ataques a ônibus
579 casos de vandalismo levantam suspeitas de ação orquestrada
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 10/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A Polícia Civil de São Paulo está conduzindo uma investigação aprofundada sobre uma série de ataques a ônibus que ocorreram na capital e em áreas circunvizinhas, levantando suspeitas de que os incidentes possam ser parte de uma ação coordenada. As características comuns dos ataques, incluindo modus operandi e justificativas apresentadas pelos suspeitos detidos, têm chamado a atenção das autoridades.
De acordo com um estudo realizado pela SPTrans e pela Artesp, um total alarmante de 579 ônibus foram alvo de vandalismo desde o final de maio deste ano. A maior parte desses incidentes foi registrada nas zonas Sul e Oeste da cidade de São Paulo, com três empresas concentrando aproximadamente 50% dos casos reportados. A Polícia Civil está considerando seriamente a possibilidade de uma operação orquestrada por trás dessas ações.
Os dados disponíveis até o momento indicam que cerca de 80% dos ataques ocorreram nas zonas Sul e Oeste. Mais especificamente:
- A Zona Sul foi responsável por 44% dos registros, totalizando 85 ataques;
- A Zona Oeste ficou em segundo lugar, com 65 ataques;
- A Zona Leste contabilizou 19 ocorrências;
- A Zona Norte teve 6 ataques;
- O Centro registrou 16 casos.
Além disso, a análise da Artesp revela que os municípios afetados incluem Barueri, Carapicuíba, Cotia, entre outros, totalizando 241 casos nos meses de junho e julho até o dia 7 deste mês.
As concessionárias mais impactadas pelos ataques são a Mobibrasil, Transpass e Viação Grajaú, que juntas somam mais da metade dos incidentes reportados desde maio. Em contraste, outras cinco empresas também foram alvo de vandalismos, embora em menor quantidade.
Observa-se ainda que a maioria dos ataques ocorre entre quinta-feira e sábado, com as vias mais afetadas sendo a Avenida Cupecê e a Rodovia Raposo Tavares.
Um aspecto notável da investigação é o baixo número de boletins de ocorrência registrados. Embora as empresas tenham relatado 579 ataques, apenas 191 boletins haviam sido formalizados até o dia 5 de julho. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano informa que o registro do BO não é obrigatório; é suficiente notificar a SPTrans para a retirada dos veículos danificados das linhas.

No que diz respeito à repressão criminal, três homens foram detidos e um adolescente apreendido sob suspeita de envolvimento nos ataques. Um dos detidos, Éverton de Paiva Balbino, foi acusado de atirar uma pedra contra um ônibus na Avenida Washington Luís, resultando em ferimentos graves em uma passageira. Ele está sob custódia com indiciamento por tentativa de homicídio e danos ao patrimônio.
A Polícia Civil está investigando três linhas principais: a possibilidade de que os ataques sejam coordenados por uma facção criminosa conhecida (PCC), influências decorrentes de desafios nas redes sociais ou sabotagens por empresas que perderam contratos com a prefeitura. Todas as possibilidades permanecem em aberto enquanto as investigações continuam.