Sóstenes Cavalcante fala sobre prisão de Bolsonaro
A prisão de Jair Bolsonaro, determinada por Alexandre de Moraes, gera reações intensas, com críticas de Sóstenes Cavalcante destacando polarização política
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 22/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), efetuada na manhã deste sábado (22) pela Polícia Federal (PF), desencadeou uma forte onda de reações na esfera política. A crítica mais contundente partiu do deputado federal e líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), que não poupou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela ordem judicial. O parlamentar utilizou suas redes sociais para classificar a ação do magistrado como um ato de “psicopatia de alto grau”.
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A estratégia do número 22 e a reação de Sóstenes Cavalcante
O ponto central da indignação de Sóstenes Cavalcante reside na data escolhida para a detenção: 22 de novembro de 2025. O número 22 é o código eleitoral do Partido Liberal (PL), legenda à qual Bolsonaro é filiado e pela qual disputou as eleições. Para o líder do PL, a coincidência da data não seria fortuita, mas sim uma demonstração calculada de perseguição política por parte do ministro.
“Alexandre de Moraes hoje mostra sua psicopatia em alto grau. Prender no dia 22, justamente o número do partido, um homem inocente, que reviraram a vida dele toda e não acharam um roubo sequer. É a maior injustiça da história.”
A declaração, feita em vídeo, reforça o coro de aliados do ex-presidente que veem a prisão como um abuso de autoridade e uma perseguição implacável. Viaturas descaracterizadas da PF chegaram à residência de Bolsonaro, em um condomínio no Jardim Botânico, no início da manhã de sábado, cumprindo o mandado de prisão preventiva e levando-o à superintendência da PF na capital federal.
A natureza da prisão e a defesa contundente
A prisão preventiva determinada pelo STF não está diretamente ligada ao cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses a que Bolsonaro foi condenado em outra ação, por crimes como tentativa de golpe de estado. A nova ordem cautelar foi justificada pela Corte em razão de riscos à ordem pública e indícios de que o ex-presidente poderia tentar se evadir, especialmente após uma convocação de vigília de apoiadores próxima à sua residência, vista como uma forma de obstrução ou facilitação de fuga.
Apesar de ser uma prisão de natureza cautelar, e não definitiva, Sóstenes Cavalcante mantém sua defesa inabalável do ex-chefe do Executivo. Em diversas publicações na rede social X (antigo Twitter), o deputado insistiu que Bolsonaro “sempre será inocente”. A reiteração da inocência, mesmo diante de uma condenação judicial já proferida pelo Supremo Tribunal Federal, sinaliza a posição intransigente da ala mais próxima ao ex-presidente no Congresso.
Em sua manifestação, Sóstenes Cavalcante concluiu com uma mensagem de solidariedade e de prometida “reação” aos acontecimentos: “Presidente Bolsonaro, estaremos sempre ao seu lado. Um abraço, força neste momento, e todos nós vamos reagir à altura dos acontecimentos.”
Sóstenes Cavalcante avalia impacto da prisão de Bolsonaro no PL
A prisão preventiva do ex-presidente em um sábado, dia de menor mobilização política no Congresso, gerou um imediato movimento de apoio e articulação entre os parlamentares da oposição. O pronunciamento enfático de Sóstenes Cavalcante como líder da bancada do PL na Câmara sinaliza que o partido deve adotar uma postura de confrontação imediata, tanto nas redes sociais quanto no Parlamento, logo no início da próxima semana.
O episódio, marcado pela simbologia da data, promete acirrar ainda mais a polarização política no país, com os aliados de Bolsonaro mobilizando-se contra o que classificam como uma decisão de caráter político e arbitrário. O termo “psicopatia”, repetido pelo líder do PL, se soma a outros adjetivos de forte impacto que se tornaram comuns no embate entre o Legislativo bolsonarista e o Poder Judiciário. A matéria mostra que a repercussão da prisão de Bolsonaro no dia 22 de novembro de 2025 continuará sendo o principal tema do noticiário político.