Só depois de entregar agravos decidirei sobre pedidos de impeachment, diz Cunha
O presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que deverá decidir sobre os pedidos de afastamento da presidente somente após entregar os recursos às liminares concedidas pelo STF
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O peemedebista justificou que estava muito focado na elaboração das peças jurídicas, que, até a entrevista, estavam “99,5% prontas”. O deputado afirmou que faltavam apenas pequenas correções para que sejam protocoladas até o fim do dia na Suprema Corte.
“Confesso a vocês que estou focado até entregar os agravos, depois vou cuidar disso (pedidos de impeachment)”, afirmou Cunha. O presidente da Câmara destacou que, apesar das decisões do STF, proibindo o rito do processo de impeachment na Casa, continua com o poder de deferir ou indeferir os pedidos já apresentados e que deverá analisar os requerimentos da mesma forma como já vinha fazendo. “Indeferir ou deferir não está no escopo da decisão (do STF). Nada foi alterado. Estou fazendo da mesma forma pública que sempre foi colocado, tanto que na semana passada indeferi cinco”, afirmou o peemedebista.
Questionado, na entrevista coletiva, se estava sem apoio tanto de partidos da base aliada do governo quanto da oposição, Cunha afirmou que não precisa de tal apoio, já que foi eleito para a presidência da Casa. O peemedebista reiterou, mais uma vez, que não irá renunciar.
“Não me sinto isolado, não estou trabalhando, nem buscando, nem dependendo de apoio pela minha situação. Fui eleito para a Casa, aqui só cabe uma maneira para sair, que é renunciar. Mas esqueçam, porque eu não vou renunciar. Aqueles que querem minha saída vão ter que esperar uma nova eleição para a presidência da Câmara”, disse o deputado.
Denunciado ao Conselho de Ética da Câmara, Cunha disse que sua defesa contra representação de mais de 50 deputados que pedem sua cassação não será política, mas técnica. “Vou precisar provar o contrário do que me acusam, mas essa situação não é política, é uma situação técnica”, argumentou.