Siri usará Gemini em nova versão após acordo entre Apple e Google

Integração inédita promete revolucionar a assistente virtual ainda este ano e acirra a disputa contra a OpenAI no mercado global de tecnologia.

Crédito: Montagem ABCdoABC/Unsplash

A aguardada integração da Siri com Gemini finalmente foi confirmada, marcando uma nova era para a inteligência artificial nos dispositivos móveis. A Apple anunciou a parceria estratégica com o Google nesta segunda-feira (12), visando reformular completamente sua assistente virtual. Este acordo aprofunda a colaboração entre as duas gigantes e posiciona a Alphabet como líder técnica na competição direta contra a OpenAI.

O mercado financeiro reagiu com euforia imediata ao anúncio. A Alphabet superou a marca histórica de US$ 4 trilhões em valor de mercado, registrando uma valorização de 1,09% em suas ações. No acumulado do último ano, os papéis da empresa já cresceram 65%, impulsionados pela confiança de investidores em sua infraestrutura de IA.

O impacto da Siri com Gemini no ecossistema Apple

Embora a tecnologia do Google já esteja presente no Galaxy AI, da Samsung, o alcance agora será incomparável. A implementação na base da Apple atinge mais de 2 bilhões de dispositivos ativos. O Google superou a concorrência da OpenAI para garantir este contrato, cujos termos financeiros permanecem sob sigilo.

Em comunicado oficial, a empresa de Mountain View destacou a superioridade de sua infraestrutura:

“A Apple identificou que nossa tecnologia de IA representa a melhor base para os Apple Foundation Models.”

A utilização da Siri com Gemini não se limitará a respostas simples. Os modelos serão fundamentais para potencializar os futuros recursos da Apple Intelligence, garantindo fluidez e precisão. Apesar da integração externa, a Apple assegurou que tudo operará dentro da Private Cloud Compute, mantendo os rigorosos padrões de privacidade da marca.

Reações do mercado e concorrência

A nova aliança entre Siri e Gemini gerou desconforto entre concorrentes. Elon Musk, CEO da Tesla e fundador da xAI, utilizou a rede social X para expressar preocupação. Segundo ele, o acordo pode resultar em uma concentração excessiva de poder, visto que o Google já controla o ecossistema Android e o navegador Chrome.

A situação da OpenAI também se torna delicada. Analistas como Parth Talsania, da Equisights Research, apontam que a criadora do ChatGPT pode ser relegada a uma posição secundária.

Principais mudanças no cenário competitivo:

  • ChatGPT como opcional: O chatbot da OpenAI deve chegar aos dispositivos no final de 2024, mas apenas para consultas muito complexas, sem ser a camada padrão.
  • Alerta Vermelho: Sam Altman teria emitido avisos internos após o lançamento dos modelos Gemini 3, antecipando a ameaça.
  • Investimento do Google: A empresa intensificou aportes em geração de vídeo e imagem para minimizar qualquer vantagem rival.

A Apple busca recuperar o tempo perdido após uma entrada tardia na corrida da IA generativa. O acordo se apoia em uma relação comercial já lucrativa, onde o Google paga para ser o mecanismo de busca padrão no iPhone. Com a atualização prevista para o final do ano, a experiência do usuário será transformada radicalmente pela Siri com Gemini.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 13/01/2026
  • Fonte: FERVER