Sindicato dos Metroviários repercute movimento

Greve e liminar contra leilão colocam em xeque privatização do Metrô. A greve de 24 horas deflagrada pelos metroviários nesta quinta-feira contou com a adesão de mais de 90% da categoria

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A mobilização, aprovada em assembleia pelos trabalhadores na noite de quarta (17) em protesto contra a licitação das linhas 5 – Lilás e 17 – Ouro, contou com a adesão de operadores, funcionários da manutenção, segurança e tráfego.

Apenas alguns trechos operaram parcialmente durante parte do dia, mas de forma muito precária, com tráfego lento e tempo maior de paradas. Isso por que a direção do Metrô utilizou o “plano de contingência”, em que supervisores e funcionários em treinamento são pressionados a operarem os trens, num grave risco à população, já que não têm conhecimento técnico apropriado e experiência para isso.

“Nossa greve é contra a destruição do sistema público do metrô de SP. Estamos denunciando que o governo Alckmin e a direção da empresa vão abrir o resultado do leilão em que o vencedor será a CCR, empresa que tem por trás a Andrade Gutierrez e a Camargo Correia, empreiteiras afundadas em esquemas de corrupção. A Camargo Correia, inclusive, já é denunciada por um esquema de corrupção no próprio Metrô”, explicou o coordenador geral do Sindicato dos Metroviários Raimundo Cordeiro.

“Se essa privatização se concretizar, significará a destruição da empresa pública de metrô para entregá-lo às concessionárias privadas que só pensam no lucro. Com isso, a tarifa vai aumentar, os problemas de segurança, falhas e panes também. Quem perderá é a população, os 4 milhões e meio de usuários diários do Metrô”, afirmou Cordeiro.

Durante o dia outra notícia fortaleceu a luta contra a privatização. A Justiça de São Paulo concedeu liminar suspendendo a licitação das Linhas 5 e 17, que estava marcado para esta sexta-feira (19). Movida pelos vereadores do Psol Sâmia Bonfim e Toninho Vespoli, a ação pede a suspensão da privatização questionando a defasagem entre o preço de venda e o lucro estimado. O Sindicato e a Fenametro (Federação Nacional dos Metroviários) também entraram com ações judiciais.

“Nossa mobilização vai continuar. Ao explicarmos os motivos da greve tivemos muito apoio da população. Amanhã manteremos o ato em frente à Bolsa de Valores onde o governo Alckmin ainda pretende concretizar a entrega das linhas 5 e 17. Chamamos o apoio de todos em defesa do Metrô estatal, público e de qualidade”, concluiu Cordeiro.

A CSP-Conlutas está na linha de frente com vários ativistas e dirigentes nessa mobilização. Não à privatização do Metrô!

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 18/01/2018
  • Fonte: Sorria!,