Sinais de autismo em crianças
Como identificar e buscar ajuda profissional
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 02/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O nível 3 do espectro autista é especificamente voltado para indivíduos que requerem um suporte significativo para realizar tarefas diárias, como a higiene pessoal. Entretanto, é fundamental ressaltar que todos os níveis de autismo demandam algum tipo de assistência profissional.
Os responsáveis, sejam pais ou cuidadores, devem estar vigilantes a determinados sinais que envolvem comunicação, socialização e comportamentos repetitivos. A especialista Tufolo destaca que é essencial indagar: “Qual é o impacto desses comportamentos na vida da criança? Existem comportamentos que geram prejuízos significativos?” Se a resposta for positiva, buscar orientação profissional se torna imprescindível.
Cada etapa do desenvolvimento infantil traz à tona indicadores específicos. Por exemplo, em bebês com até 6 meses, a ausência do sorriso social, o contato visual reduzido e o desinteresse por rostos humanos podem ser motivos de preocupação. Entre 6 e 12 meses, a falta de resposta ao nome e a ausência de gestos simples também merecem atenção. Já no período de 1 a 2 anos, atrasos na fala e escassez de interações sociais são sinais relevantes; embora não necessariamente indiquem autismo, devem ser considerados como alertas.
Entre 2 e 3 anos, é comum observar dificuldades na formação de frases simples e um baixo interesse por brincadeiras coletivas, além da repetição excessiva de atividades lúdicas. Tufolo esclarece que esses sinais podem sugerir autismo, mas o diagnóstico definitivo deve sempre ser realizado por um profissional qualificado.
Com o avanço da idade, podem surgir desafios adicionais relacionados à construção de frases e à interação social com outras crianças, reforçando a necessidade de uma avaliação especializada.
O diagnóstico precoce é uma questão frequentemente debatida. Há diretrizes que sugerem que a avaliação pode ser realizada a partir dos 18 meses. Contudo, segundo Alice, essa identificação pode ocorrer tanto antes quanto depois desse marco temporal.
Ainda que existam ferramentas para detectar sinais precoces do transtorno antes dos 18 meses, muitos especialistas enfatizam a importância do acompanhamento contínuo do desenvolvimento infantil. Isso assegura que as avaliações sejam as mais precisas possíveis.
A detecção precoce tem um impacto significativo na natureza e na intensidade das intervenções necessárias, assim como no sucesso das terapias aplicadas. Crianças que apresentam níveis mais altos de necessidade de suporte costumam receber diagnósticos mais precoces, facilitando assim a implementação de tratamentos adequados.