Silêncio e doença justificam ausência de Youssef em CPI

A decisão do doleiro Alberto Youssef de permanecer calado e o estado de saúde dele, que foi internado no sábado, justificaram o cancelamento do depoimento marcado para a quarta-feira, 29

Crédito: Geraldo Magela/ Agência Senado

PB), afirmPara o presidente da CPI mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou nesta segunda-feira, 27, que a ausência do doleiro foi justificada.

O doleiro Alberto Youssef apresenta quadros clínico e cardiológico estáveis, segundo o boletim médico do hospital Santa Cruz, onde ele está internado em Curitiba desde o sábado.

O documento, divulgado às 11h30 desta segunda-feira, 27, diz que Youssef está “consciente, lúcido e orientado”. O boletim, assinado pelo cardiologista Rubens Zenobio Darwich, afirma ainda que os exames apontam quadro de normalidade do paciente. O médico, porém, ressalta que não há previsão de alta, contrariando expectativa anterior de que sua passagem pelo hospital se reduziria a 48 horas. Os recentes problemas médicos devem reforçar o pedido feito pela defesa do doleiro na última semana, que encaminhou um documento à CPI Mista da Petrobras, para que Youssef fosse dispensado de sua convocação prevista para quarta-feira, 29.

Neste domingo, a Polícia Federal desmentiu boatos de que o doleiro havia morrido e informou que ele poderia ter alta até terça-feira. Youssef passou mal no sábado, dois dias depois de a revista Veja publicar que ele teria afirmado à PF que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff sabiam do suposto esquema de corrupção na Petrobras.

O presidente da CPI, contudo, criticou o fato de o doleiro dar declarações públicas à Justiça Federal em Curitiba (PR), mas se recusar a falar para a comissão parlamentar. Há três semanas, Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa prestaram depoimentos públicos à Justiça paranaense nos quais acusaram o tesoureiro do PT, João Vaccari, de ser o responsável por cobrar propinas de empreiteiras sob contratos da estatal. Em nota, Vaccari negou as acusações.

No dia, a comissão remarcou o depoimento do diretor de Abastecimento da estatal, José Carlos Cosenza, que não compareceu à reunião agendada para a quarta-feira passada, 22, após ter apresentado um atestado médico.

Vital disse que os líderes partidários com quem conversou concordaram que não era plausível trazer Youssef – preso em Curitiba – para depor na CPI mista e ele ficar em silêncio, mesmo se fosse numa sessão secreta.

Responsável por marcar e remarcar as audiências, o peemedebista afirmou ter adiado por enquanto o depoimento de Youssef, para depois de o doleiro encerrar o processo de delação premiada a que está se submetendo. “Declinei temporariamente do depoimento dele, mas ainda vamos ouvi-lo”, afirmou ao Broadcast Político, sérvio de notícias em tempo real da Agência Estado.

Por essas declarações, a oposição tentou, sem sucesso, aprovar um requerimento de convocação do tesoureiro do PT antes do segundo turno das eleições e ainda marcar o depoimento de Youssef, que já tinha requerimento de convocação aprovado pela CPI. Nenhuma dessas articulações prosperou.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: Sorria!,