Setor têxtil mira reforma e gestão estratégica em 2026

Com início da Reforma Tributária em janeiro, o setor têxtil brasileiro busca eficiência em cenário de crescimento moderado de 1,2% em 2026

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O setor têxtil 2026 no Brasil será marcado por um ponto de virada histórico: o início da transição do novo sistema tributário nacional. A partir de 1º de janeiro de 2026, a entrada em vigor da alíquota de teste do IVA dual (IBS e CBS) exigirá que as indústrias de confecção adaptem não apenas seus sistemas fiscais, mas toda a sua estratégia de precificação e gestão.

Em um cenário onde a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) projeta um crescimento moderado de 1,2% na produção industrial para o ano, a eficiência produtiva deixa de ser um diferencial para se tornar um requisito de sobrevivência. Diante disso, especialistas apontam que o sucesso no setor têxtil 2026 dependerá da capacidade das marcas em equilibrar inovação tecnológica com conexões humanas reais.

O Desafio da Reforma Tributária e a Gestão no setor têxtil

A implementação do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA) traz a necessidade de monitoramento rigoroso das normas complementares. Para Eduardo Cristian, fundador da consultoria Costurando Sucesso, as empresas do setor têxtil que prosperarem serão aquelas com processos estruturados e identidade clara. “O futuro será de quem tem governança. Modelos baseados apenas em volume, sem propósito e sem controle tributário tendem a perder relevância“, afirma o consultor, conhecido como o embaixador das confecções no país.

Setor têxtil
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Tendências para o Planejamento de 2026

Além das mudanças fiscais, o comportamento do consumidor impõe novas competências essenciais para as marcas brasileiras:

  1. Comunicação transparente: A sustentabilidade e a produção sob demanda deixam de ser marketing para se tornarem diferenciais competitivos reais. O consumidor de 2026 exige saber a origem e o impacto do que veste.
  2. Omnichannel consolidado: A presença em múltiplos canais (loja física, e-commerce, redes sociais) deve ser fluida. O desafio será manter a essência da marca sem ruídos na comunicação entre o digital e o físico.
  3. Valorização da mão de obra e das ações ESG: Em um mercado com escassez de talentos, práticas consistentes de gestão de pessoas e o cuidado com o clima organizacional tornam-se pilares reputacionais. O conceito de Life Long Learning (aprendizado contínuo) será vital para a inovação no chão de fábrica.
  4. Hipersegmentação e narrativas: O mercado generalista perde força frente a marcas que dominam nichos específicos. O uso de storytelling estratégico — como visto na ascensão das “tech t-shirts” — ajuda a criar novas categorias e agregar valor ao produto final.

Visão Internacional

A busca por tendências globais e a antecipação de transformações tecnológicas serão fundamentais para que a confecção brasileira mantenha sua posição como a quinta maior do mundo. A visão internacional de mercado permite decisões mais assertivas, especialmente na adoção de inteligência artificial e automação para compensar a desaceleração econômica prevista para o ciclo.

Para o setor têxtil 2026, o recado é claro: a união entre conformidade técnica, tecnologia e foco no relacionamento com o cliente será o fio condutor das empresas que desejam crescer acima da média do mercado.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 08/01/2026
  • Fonte: Sorria!,