Setor químico da região realizou seminário em Mauá
Reunião ocorreu nesta terça-feira (13) no Centro de Formação de Professores Miguel Arraes e discutiu a criação de ações para sustentabilidade e inovações no setor
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 14/05/2014
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Mauá sediou na manhã desta terça-feira (13) o Seminário Regional da Indústria Química, Petróleo e Minérios no ABCDMRR, uma realização das Prefeituras de Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo e do Consórcio Intermunicipal do ABC. A reunião foi realizada no Centro de Formação de Professores Miguel Arraes.
O evento aconteceu em prol da retomada da criação do Grupo de Trabalho Químico do ABC, idealizado pelo ex-prefeito de Santo André Celso Daniel e pelo Consórcio Intermunicipal do ABC, que tem como propósito a articulação entre os principais interessados da categoria, visando potencializar ações para o possível desenvolvimento sustentável do setor no ABC.
O prefeito Donisete Braga definiu o momento como a oportunidade perfeita para a interação entre Poder Público e agentes dos segmentos discutidos. “Fico muito feliz em presenciar o momento em que Mauá sedia um encontro como este, percebendo a dinâmica e o conteúdo da cadeia de trabalho em questão, que se empenha para buscar o melhor para nossa região”, comentou o chefe do Executivo, na ocasião também representando o Consórcio Intermunicipal.
Também participaram os secretários de Desenvolvimento Econômico de Mauá, Ciomar Okobayashi e de Governo, Edílson de Paula Oliveira, Francisco Chagas, deputado federal e membro da Frente Parlamentar em Defesa da Competitividade da Indústria Química, Petroquímica e Plástica, e Oswana Famelli, vice-prefeita e secretária de Desenvolvimento Econômico de Santo André. Fizeram-se presentes ainda o presidente do Sindicato dos Químicos do ABC Paulo Lage, o deputado federal Vanderlei Siraque e Fernando Figueiredo, presidente-executivo da ABIQUIM – Associação Brasileira das Indústrias Químicas.
BREVE HISTÓRICO – Mauá dispõe de R$ 1 bilhão de reais no orçamento para atender seus 450 mil habitantes, e 60% de arrecadação de seus impostos é oriundo do setor do Polo Petroquímico. A indústria química e petroquímica é pioneira na região, mas atravessa um momento um pouco delicado. Representa 13,7%, ou seja, quase 14% da Indústria Química do Brasil, e mostra a importância que tem em nível nacional com um faturamento de R$ 49,5 bilhões por ano.
São 1.130 empresas que empregam mais de 50 mil pessoas na região. É um setor que oferece boa remuneração, com salário médio de R$ 3.038,00, valor duas vezes mais alto do que a média da indústria de transformação no Brasil, no entanto, ao longo dos anos, vem perdendo peso e produtividade. Os dados se baseiam em estudo realizado pela Braskem e pela MaxiQuim Assessoria de Mercado.
O Seminário foi formado por atores sociais que discutiram formas de estímulos e incentivos a fim de promover a retomada do crescimento da indústria na região, com foco em três pilares principais: inovação, reposicionamento e novas cadeias. Paulo Henrique Pierin Macaúbas, analista de mercado da MaxiQuim e expositor convidado para discorrer sobre a atual situação e propostas para o desenvolvimento da indústria frisou: “Para fortalecer novamente a indústria na região, devemos focar nesses três pilares, podendo assim gerarmos novos investimentos, empregos de alta qualidade, arrecadação tributária e desenvolvimento sustentável”.
Giovanni Roco Neto, secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, destacou a importância da retomada do Grupo de Trabalho. “Da mesma forma que foi realizado estudo específico da cadeia produtiva, acredito que devamos construir uma agenda e estruturar políticas públicas acerca da carga tributária. Temos um desafio, uma dificuldade para enfrentar, e a retomada do GT será o início de toda a luta”. Contando com a coordenação do secretário Ciomar Okabayashi, a primeira reunião do Grupo formado nesta terça-feira deve ocorrer até o final de maio, com local a ser definido em breve.