Setor de beleza na Baixada Santista abre 4 mil novas empresas em 2025
Região atinge maturidade de mercado com mais de 4.300 novos negócios em 2025; foco do empreendedor agora deve ser gestão e sustentabilidade.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 19/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O setor de beleza confirma sua relevância econômica ao registrar a abertura de mais de 4 mil pequenas empresas na Baixada Santista apenas em 2025. A divulgação destes dados coincide com o Dia Nacional dos Profissionais de Beleza, celebrado em 19 de janeiro, data que homenageia uma das categorias que mais impulsionam o empreendedorismo no Brasil.
No Estado de São Paulo, o cenário é de forte expansão. Foram contabilizados 67.944 novos negócios no ano passado, englobando Microempreendedores Individuais (MEIs), micro e pequenas empresas. Esse volume representa uma alta expressiva de 13% em comparação a 2024. O estado paulista responde atualmente por quase 30% de todas as novas empresas do segmento abertas no país, que totalizaram 235.681 estabelecimentos.
Maisa Blumenfeld, gestora estadual de beleza do Sebrae-SP, destaca a dualidade desse mercado. Segundo a especialista, embora a área atraia muitos interessados e movimente milhões, a concorrência é acirrada. O sucesso no setor de beleza exige atualização técnica constante e, fundamentalmente, uma gestão de negócios eficiente.
Motivações e perfil do investimento no setor de beleza
Uma pesquisa detalhada do Sebrae-SP revelou o que move os novos empresários do setor de beleza. A paixão e o desejo de autonomia superam a necessidade financeira imediata. Veja as principais motivações apontadas:
- 26%: Desejo de transformar uma ideia ou paixão em realidade.
- 22%: Identificação de uma oportunidade de negócio.
- 20%: Busca por autonomia profissional.
- 18%: Necessidade de obter renda.
O investimento inicial médio para ingressar no mercado é acessível, girando em torno de R$ 4.905,68. O estudo também aponta que 54% dos empreendedores possuíam emprego formal antes de iniciar o negócio. Outro dado relevante para a rentabilidade é a diversificação: 76% dos estabelecimentos vendem produtos além de prestar serviços, o que compõe cerca de 26% do faturamento dessas empresas.
Maturidade do setor de beleza na Baixada Santista
Enquanto o estado cresce a dígitos duplos, a Baixada Santista apresenta um comportamento distinto, típico de mercados que atingiram a maturidade. Entre 2020 e 2025, a região acumulou um crescimento de 60%, superando a média estadual de 38% no mesmo período.
Rodrigo Martins, consultor de negócios do Sebrae-SP, analisa que esse movimento reflete a forte reação empreendedora pós-pandemia. A economia local, baseada em serviços e turismo, facilitou a entrada de novos profissionais em busca de renda.
Contudo, ao comparar 2024 com 2025, nota-se uma desaceleração. A região avançou apenas 1%, contra os 13% do estado. Segundo Martins, isso indica saturação em alguns municípios e maior concorrência. Fatores como a valorização imobiliária e o aumento dos custos de instalação pressionam as margens de lucro.
“A Baixada Santista passa agora por um processo de consolidação, em que a sustentabilidade, a gestão eficiente e a diferenciação dos negócios se tornam mais determinantes do que a simples abertura de novas empresas”, explica o consultor.
Evolução da abertura de empresas (2020-2025)
Confira o comparativo de novos negócios abertos (MEIs e MPEs) nos últimos anos:
| Ano | Baixada Santista | Estado de SP | Brasil |
|---|
| 2025 | 4.348 | 67.944 | 235.681 |
| 2024 | 4.291 | 60.064 | 199.872 |
| 2023 | 3.110 | 53.828 | 188.098 |
| 2022 | 2.873 | 59.455 | 197.869 |
Capacitação é a chave para a sobrevivência
Com o mercado em fase de consolidação, a qualificação deixa de ser um diferencial e torna-se obrigatória. O Sebrae mantém a trilha online “A beleza de empreender”, com quatro horas de carga horária, focada em liderança, fidelização de clientes e digitalização.
Para quem atua ou deseja atuar no setor de beleza, o desafio atual não é apenas abrir as portas, mas garantir a longevidade do empreendimento. Em um cenário competitivo e com margens apertadas, a profissionalização da gestão será o divisor de águas entre os negócios que prosperam e os que estagnam.