Sessão da Câmara de SCS é marcada pela lembrança da morte das duas jovens de 18 anos
A Sessão da Câmara de São Caetano do Sul, no final da tarde desta terça-feira (22), foi marcada por um clima menos conturbado e pela lembrança da morte das duas jovens que foram atropeladas na avenida Goiás
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 23/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Após uma sessão tumultuada na Câmara Municipal de São Caetano do Sul, há uma semana, na terça-feira (15), quando os ânimos estavam exaltados, a 11ª Sessão Ordinária desta terça-feira (22) foi mais calma, com o vereador Daniel Córdoba (PSD) assumindo a cadeira do Professor Pio Mielo (PSD), que foi alçado ao primeiro escalão do Executivo, como Secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo, Tecnologia e Inovação, além das negativas para requerimentos da vereadora Bruna Biondi (Psol) e do vereador Edison Parra (Podemos).
Sobre a pauta da psolista, se tratava de pedido de esclarecimentos e informações sobre a Zona Azul, estacionamento rotativo na cidade, mas que não foi reprovado pelos seus pares.
No caso do requerimento do podemista, era um pedido à Semob (Secretaria de Mobilidade) sobre os valores arrecadados com multas de trânsito, no entanto, o documento, também, não foi aprovado.
A Sessão foi marcada pelos votos de condolências à família e amigos das duas jovens, de 18 anos, que perderam a vida ao serem atropeladas, na avenida Goiás, no último dia 09, quando o motorista, identificado como Brendo dos Santos Sampaio, de 26 anos, em alta velocidade, matou Isabelli Helena de Lima Costa e Isabela Priel Regis.
Bruna Biondi lamentou que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre corridas não tenha passado no Legislativo.

“A CPI dos rachas, infelizmente não contou com a assinatura suficiente dos vereadores desta Casa. No ano passado, a gente também sofreu o luto de perder uma jovem que foi também atropelada e assassinada na avenida Presidente Kennedy”, lamentou ela, que continuou:
“Naquele momento do ano passado, enviamos ao gabinete do prefeito um documento, elaborado pelo nosso mandato, com uma série de iniciativas, que entendem os especialistas da mobilidade urbana como necessárias para que você tenha a desmoralização da cultura dos rachas”, recordou a psolista.
César Oliva (PSD), líder do Governo na Câmara, chamou a fala de Bruna de proselitismo político e pontuou as ações da Administração sobre este tema e que não há lei para uma pessoa que não conhece limites.

“Querer jogar a culpa nas costas do Poder Executivo, acho um proselitismo político muito grande. Protocolei um projeto anti-racha. Todos os vereadores têm iniciativas com relação à regulação de trânsito, ao desenvolvimento de novos projetos, principalmente para conscientização. Mas nada, absolutamente nada, vai fazer com que ‘imbecis’, como esse motorista, tenham cautela no trânsito. Não existe nenhuma ação de trânsito que faça uma pessoa com 70 pontos, na sua carteira, estourados, com mais de 12 multas por excesso de velocidade, que ele se controle com relação àquilo que faz quando está atrás do volante”, pontuou o pessedista.
O vereador Gilberto Costa (Progressistas) usou a tribuna para desabafar e defender sua filha, Sâmara, que foi alvo de críticas, e o progressista esbravejou ao informar que ela é concursada no sistema de Educação da cidade e trabalha na ouvidoria de outro setor, e que não há nada de errado e nem ilegal.