Servidores de Diadema fazem paralisação contra reajuste sem alta em auxílios
Projeto do Executivo exclui aumento em benefícios básicos. Trabalhadores cruzam os braços e protestam no Legislativo nesta quinta-feira.
- Publicado: 14/05/2026 14:20
- Alterado: 14/05/2026 14:20
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Assessoria
A Prefeitura de Diadema enviou à Câmara Municipal nesta quinta-feira, 14 de maio, um projeto de reajuste salarial para o funcionalismo público. A proposta gerou revolta imediata na categoria por congelar os valores do auxílio-saúde, alimentação, transporte e refeição.
O texto chegou ao Legislativo logo após a administração municipal recuperar a Certidão de Regularidade Previdenciária (CRP). A resolução de impasses anteriores sobre as aposentadorias criava a expectativa de um acordo mais amplo entre o Paço e os trabalhadores.
Sindicato critica postura da Prefeitura de Diadema
Os servidores reagiram rápido ao conteúdo do documento. Dirigentes sindicais classificaram a manutenção dos benefícios nos valores atuais como uma quebra de confiança nas mesas de negociação.
“Não é apenas sobre zeros percentuais. É sobre o desrespeito com quem mantém a cidade funcionando todos os dias”, afirmou Ritchie Soares, presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema (Sindema).
Paralisação no Legislativo
A resposta direta à ação da Prefeitura de Diadema ocorreu no próprio plenário. Funcionários públicos suspenderam as atividades e ocuparam a Câmara a partir das 9h para utilizar a Tribuna Livre e cobrar mudanças no texto.
Parlamentares endossaram o movimento da categoria. O vereador Josa Queiroz, figura central na recente mobilização contra as alterações na Lei Orgânica, usou o microfone para alertar sobre as consequências da proposta enviada pelo Executivo.
“O governo não aprendeu nada com o poder dos funcionários públicos. Mais uma vez, na calada da noite, tentaram tirar, sem explicações, mais direitos dos servidores desta cidade”, discursou o vereador.
O parlamentar exigiu a reabertura do diálogo antes de qualquer avanço na tramitação do documento. As portas seguem abertas para novas rodadas de negociação, mas a ausência de um recuo imediato aumenta a tensão entre os sindicatos e a Prefeitura de Diadema.