Servidores de Praia Grande reiniciam greve por aumento salarial

Trabalhadores exigem aumento de 14,37% e melhores condições

Crédito: Sindicato dos Trabalhadores

Na manhã desta terça-feira, 15, servidores públicos municipais de Praia Grande, no litoral paulista, reiniciaram sua greve, que havia sido temporariamente suspensa por uma ordem judicial. A interrupção da paralisação durou 20 dias, após uma audiência de conciliação realizada em 25 de março.

A nova greve coincide com a aprovação pela Câmara Municipal de um projeto de lei que propõe um reajuste salarial de 5,48% para os trabalhadores. Durante a sessão da câmara, que teve início às 10h, manifestantes se reuniram em frente ao local para acompanhar a votação, a qual resultou na aprovação do projeto por 18 votos favoráveis e 3 contrários. A proposta agora aguarda sanção do prefeito Alberto Mourão (MDB), que justificou o percentual com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos doze meses.

No entanto, os servidores consideram essa proposta insatisfatória e continuam reivindicando um aumento de 14,37%, com pagamento retroativo a janeiro deste ano. Além do reajuste salarial, as demandas dos trabalhadores incluem:

  • Auxílio-alimentação no valor de R$ 1.400;
  • Auxílio-refeição no valor de R$ 1.210;
  • Criação de uma comissão permanente de negociação entre o sindicato e a prefeitura;
  • Concessão gratuita de assistência à saúde para os servidores municipais;
  • Implementação de planos de carreira para categorias ainda não contempladas.

A greve teve seu início no dia 21 de março, quando um grupo significativo de servidores se concentrou na Avenida Ayrton Senna da Silva. Nos dias seguintes, as manifestações ocorreram em frente ao Paço Municipal e à Câmara Municipal. Em uma audiência entre representantes dos servidores e da prefeitura realizada no dia 25 de março, a Justiça determinou a suspensão temporária da greve.

A prefeitura ressaltou que o percentual proposto representa o IPCA acumulado e informou que a minuta enviada à Câmara inclui um abono de desempenho fiscal para os trabalhadores a ser pago em janeiro de 2026. A administração municipal também afirmou que quaisquer receitas que superarem o previsto serão rateadas entre os servidores, embora ainda não tenham sido divulgados critérios específicos para essa distribuição.

A prefeitura enfatizou que sua proposta foi elaborada após análises financeiras detalhadas e considera tanto a atual situação orçamentária do município quanto a necessidade de cumprir com as diretrizes da Lei de Responsabilidade Fiscal. Em nota oficial, a administração reafirmou seu compromisso com a manutenção dos serviços públicos e o pagamento regular dos salários dos servidores.

Em resposta à greve, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou que pelo menos 70% dos servidores permanecessem em atividade para minimizar impactos nos serviços prestados à população. A equipe questionou a prefeitura sobre possíveis descontos nos salários dos servidores grevistas e aguarda um retorno sobre essa questão.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 15/04/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo