Serviço de oxigenoterapia domiciliar na rede municipal de saúde
Utilizada no tratamento de doenças pulmonares, como a DPOC, aplicação domiciliar de oxigênio melhora qualidade de vida de pacientes
- Publicado: 19/10/2012 21:43
- Alterado: 19/10/2012 21:43
- Autor: Maíra Brandão
- Fonte: PMD
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As doenças respiratórias como asma, cancro do pulmão, infecções respiratórias, tuberculose e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) estão entre as principais causas de morte no mundo. No Brasil, cinco milhões de pessoas convivem com a DPOC, segundo o Ministério da Saúde.
A enfermidade compromete os pulmões, destrói seus alvéolos e causa progressivamente dificuldades para respirar. Para essa população, a fisioterapia respiratória e o uso da oxigenoterapia podem corrigir o baixo nível de oxigênio no sangue e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Em Diadema, moradores diagnosticados com DPOC ou outros problemas pulmonares têm à disposição o fornecimento de oxigênio em casa desde 2003. Atualmente, 75 pacientes são beneficiados pelo programa de oxigenoterapia domiciliar, o que representa 94% da capacidade total de atendimento, que é de 80 pessoas.
Como funciona – O programa é gerenciado pelo Quarteirão da Saúde e, para ser incluído, o paciente precisa ter recomendação médica. As solicitações devem respeitar indicações e critérios clínicos padronizados, informar a quantidade de horas por dia e o fluxo de oxigênio em repouso, sono e exercício. A prescrição do fluxo ideal de oxigênio para uso contínuo e em repouso deve ser feita de acordo com a necessidade de cada paciente.
Um dos principais objetivos do programa é o de articular, juntamente com as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), a assistência domiciliar prestada ao paciente oxigenodependente. Todo o trabalho visa atingir os objetivos terapêuticos da oxigenoterapia domiciliar que são: melhorar a hipertensão arterial pulmonar e as funções cardíaca, neuromuscular e neuropsíquica, reduzir a arritmia cardíaca durante o sono, reduzir a dispnéia, melhorar a tolerância aos exercícios, melhorar a qualidade do sono, entre outros.
Indicações – Além da DPOC, as doenças que mais recebem indicações para tratamento com oxigenoterapia no município são: asma brônquica perene, fibrose pulmonar, bronquiectasias extensas (sequelas de tuberculose, por exemplo), doenças neuromusculares ou deformidades graves da caixa torácica, doenças congênitas que provocam hipoxemia, fibrose cística, doença de circulação pulmonar, pneumoconioses e doenças do sono como Síndrome da Apnéia e Hipopnéia Obstrutiva do Sono (SAHOS).
Fontes de oxigênio – O Programa de Oxigenoterapia Domiciliar do município disponibiliza três tipos de fontes de oxigênio, que variam de acordo com a necessidade de cada pessoa.
Para os pacientes limitados ao leito ou ao domicílio, é recomendado o uso do concentrador (acompanhado do cilindro de oxigênio gasoso portátil de alumínio e do cilindro de, no mínimo, 4m³ de gás sob pressão). Esse tipo de fonte é de fácil utilização e baixo custo de manutenção. Porém, como necessita de energia elétrica para funcionar, é dada preferência apenas para pessoas que usam o oxigênio acima de 15 horas por dia.
Já para pacientes parcialmente limitados ao domicílio, porém com saídas ocasionais, é indicado o concentrador de oxigênio (acompanhado do cilindro de, no mínimo, 4m³ de gás sob pressão). As vantagens dessa fonte é que os cilindros podem ser encontrados facilmente em qualquer lugar do país, além de serem armazenados por longo tempo sem perda e de existirem pequenos cilindros para locomoção. No entanto, não podem sofrer quedas e necessitam de recarga frequente.
A recomendação para pacientes com mobilidade conservada e/ou vida social ativa é do uso de oxigênio líquido (acompanhado de reservatório matriz domiciliar e mochila portátil), pois estes equipamentos permitem a locomoção com o uso de refil portátil, fornece fluxo de oxigênio de até 6l/min. e não necessita de energia elétrica para funcionar.
Serviço
Programa de Oxigenoterapia Domiciliar da Prefeitura do Município de Diadema
Local: Quarteirão da Saúde
End.: Av. Antônio Piranga, 700, Centro – Tel. 4043-8000