Série A do Brasileiro vê número de estrangeiros chegar a 20% do total; confira ranking

A Argentina destaca-se como a principal fornecedora de jogadores para o Brasileirão, com 48 atletas

Crédito: Raul Baretta/ Santos

A janela de transferências do futebol brasileiro, que se encerrou na última sexta-feira, 28, revelou um cenário surpreendente e recordes financeiros. O Campeonato Brasileiro da Série A agora conta com 137 profissionais estrangeiros, representando 20% do total de jogadores da liga. Esses atletas vêm de 17 nacionalidades diferentes, refletindo a crescente internacionalização do esporte no país.

A Argentina destaca-se como a principal fornecedora de jogadores para o Brasileirão, com 48 atletas, o que corresponde a cerca de 35% do contingente estrangeiro. Outras nacionalidades também têm presença significativa, incluindo o Uruguai (26), Colômbia (17), e Paraguai (11). Além destes, países como Venezuela e Equador contribuem com sete jogadores cada, enquanto Chile e Portugal apresentam cinco cada. A lista é completada por atletas da Angola (2), Bélgica (1), Bolívia (1), Espanha (1), França (1), Holanda (1), Peru (1), República Democrática do Congo (1) e Suíça (1).

Renê Salviano, CEO da Agência Heatmap e especialista em marketing esportivo, enfatiza a importância dessa diversidade no cenário esportivo: “A incorporação de mais jogadores internacionais ao Brasileirão não apenas eleva a qualidade técnica do campeonato, mas também amplia o alcance para audiências globais. Com essa variedade de atletas, os clubes podem atrair torcedores de diversas partes do mundo, potencializando oportunidades de engajamento internacional e expandindo suas estratégias de marketing”.

O impacto financeiro das transferências é significativo; somente na primeira janela deste ano, as transações envolvendo jogadores estrangeiros movimentaram mais de 70 milhões de euros, equivalentes a aproximadamente R$ 431 milhões. Algumas negociações, como a contratação do ponta Benjamín Rollheiser pelo Santos junto ao Benfica por 11 milhões de euros (cerca de R$ 67 milhões), estabeleceram novos recordes de investimento pelos clubes.

Pedro Martins, CEO do Santos, comentou sobre a fase de reestruturação do clube: “Estamos implementando um projeto desportivo robusto que exige mudanças substanciais no elenco. Para assegurar que o Santos retome seu lugar de destaque no futebol brasileiro, devemos desenvolver estratégias que o tornem competitivo em um mercado que está em constante inflação e desregulação”.

Rollheiser foi a terceira contratação mais cara entre os estrangeiros nesta janela. O primeiro lugar pertence ao meia-atacante Santiago Rodríguez, adquirido pelo Botafogo por 14,3 milhões de euros (R$ 86 milhões). O Palmeiras também fez um investimento considerável ao contratar Facundo Torres por 11,5 milhões de euros (R$ 85 milhões).

Renato Martinez, agente e sócio da Roc Nation Sports Brazil, destacou o papel crucial dos investidores e das casas de apostas na transformação do cenário financeiro dos clubes brasileiros: “A melhoria na gestão dos clubes foi notável com a entrada desses investidores. A renegociação de dívidas e os altos patrocínios provenientes das apostas têm possibilitado transações que antes eram raras em nosso mercado”.

Além da crescente presença de jogadores estrangeiros, o número de treinadores não brasileiros também aumentou. Entre as 20 equipes da Série A, nove são dirigidas por técnicos estrangeiros. Os nomes incluem Abel Ferreira (Palmeiras), Juan Pablo Vojvoda (Fortaleza) e Luis Zubeldía (São Paulo), entre outros.

Marcelo Paz, CEO da SAF do Fortaleza, comentou sobre a escolha do técnico Vojvoda: “Buscávamos não apenas um nome renomado, mas um perfil que se alinhasse ao nosso estilo de jogo. Vojvoda foi identificado através do nosso Centro de Inteligência (CIFEC) e sua metodologia tem trazido resultados expressivos nos últimos anos”.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 01/03/2025
  • Fonte: Sorria!,