Seminário fortalece o combate ao abuso e exploração sexual de jovens
Iniciativa debateu eixos da intervenção governamental e não governamental e fortaleceu o trabalho social da rede de proteção local
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 28/05/2014
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Casos como o do menino que sofreu estupro dentro de casa e quer retirar o sobrenome do pai na Justiça e de uma jovem vítima de abuso pelo vizinho que cuidava dela e de sua irmã foram lembrados nesta terça-feira (27), em Santo André, durante o seminário Fortalecendo a rede de cuidados e proteção no combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. O evento foi organizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, em parceria com a Secretaria de Inclusão e Assistência Social.
A iniciativa teve como objetivos debater com especialistas os eixos da intervenção governamental e não governamental na luta contra o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes; fortalecer o trabalho social da rede de proteção local, capacitando seus trabalhadores; realizar balanços das ações empreendidas na cidade com avaliação dos resultados, além de definir ações preventivas.
Para a primeira-dama e secretária de Inclusão e Assistência Social, Fátima Grana, que abriu a primeira mesa do encontro, é preciso debater e avançar nesta discussão. “O abuso e a exploração sexual é mundial e existe há muito tempo. No País, a legislação para coibir o crime é boa, mas pouco aplicada; apenas um a cada mil delegados aplicam a lei”, comentou.
A coordenadora do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), Maria Inês da Costa, a presidente da Associação Brasileira de Defesa da Mulher, Infância e Juventude, Dalila Figueiredo, a coordenadora do Grupo de Trabalho Criança Prioridade 1, do Consórcio Intermunicipal do ABC e do Conselho Tutelar do município, Heloísa Helena Daniel, e a conselheira do Conselho Tutelar III de Santo André (o município possui três Conselhos Tutelares), Tânia Cristina Brito Rossi, também participaram da mesa de abertura.
Maria Inês da Costa, entre outros itens, explicou a necessidade e a eficiência de um trabalho feito em rede para melhores atendimentos e resultados nas ações protetivas do dia a dia. Dalila Figueiredo, como todas as palestrantes, ressaltou a proximidade da Copa do Mundo no País para aumento da atenção com a questão do abuso e exploração sexual, principalmente em relação ao turismo sexual e ao tráfico de pessoas, considerado um problema sério de exploração sexual e que precisa ser tratado “além de uma novela”. “Todos temos de usar os canais de denúncia”, frisou.
SANTO ANDRÉ – A conselheira Tânia destacou que os três Conselhos Tutelares registraram, em 2013, 1.251 denúncias. Cerca de 40% dos casos foram recebidos pelo Disque 100 e referiam-se a negligências, maus-tratos, violência doméstica, abuso e exploração sexual. Neste ano, até o momento, os Conselhos Tutelares receberam 423 denúncias.
No município, um esquema especial durante a Copa foi montado. Em caso de denúncia os Conselhos Tutelares serão os primeiros a serem contatados 24 horas. Só depois a rede, ou seja, todos os serviços disponibilizados entrarão em funcionamento.
Maria Aparecida Dix Chehab, da Resavas (Rede de Saúde para Atenção à Violência e Abuso Sexual de Santo André e conselheira do CMDCA), e a psicóloga Marjorie de Lima Macedo, do Crami (Centro Regional dos Maus-Tratos na Infância do ABCD) e representante do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social de Santo André) também abordaram o assunto.