Segurança reforçada marca 2ª edição do Concurso Nacional Unificado (CNU)

O CNU, conhecido como "Enem dos Concursos” mobiliza mais de 760 mil inscritos em 228 cidades neste domingo (5)

Crédito: Divulgação

O maior concurso público do país, o Concurso Nacional Unificado (CNU), realiza neste domingo (5) sua segunda edição com um esquema especial de segurança. A medida busca evitar falhas e irregularidades como as que marcaram o exame anterior, em 2024, que teve judicializações e questionamentos sobre a aplicação das provas.

Nesta edição, 761,5 mil candidatos disputam 3.652 vagas distribuídas entre 32 órgãos federais. As provas acontecem em 228 municípios, incluindo todas as capitais e o Distrito Federal, e contam com a atuação de 85 mil profissionais na logística do processo.

Novas medidas contra fraudes e falhas

Para reduzir o risco de irregularidades no CNU, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) implementou um conjunto de medidas inéditas. Cada caderno de questões será identificado com um código de barras exclusivo, o que permite rastrear eventuais tentativas de fraude.

Além disso, a coleta de dados biométricos — com leitura de duas digitais — e a análise grafológica passam a integrar o protocolo de segurança. Os candidatos não saberão qual versão da prova estão respondendo até a divulgação do gabarito oficial, evitando o mapeamento de cadernos.

“Quanto mais aprimoramos os mecanismos e protocolos de segurança, mais as organizações criminosas se retraem”, afirmou Alexandre Retamal, coordenador logístico do CNU. Segundo ele, as mudanças resultam de uma parceria entre o MGI e órgãos como o Ministério da Justiça, Polícia Federal, Abin e polícias estaduais.

Outra diferença em relação ao concurso anterior é que os candidatos poderão levar o caderno de questões para casa — mas apenas se permanecerem na sala até uma hora antes do término da prova. Todos os locais contarão ainda com detectores de metais e equipamentos contra ponto eletrônico.

Orientações aos candidatos

As provas do CNU terão início às 13h (horário de Brasília), com abertura dos portões às 11h30 e fechamento às 12h30. Para cargos de nível superior, a duração é de cinco horas; já para nível médio, três horas e meia.

Apenas os aprovados na etapa objetiva seguirão para a prova discursiva, marcada para 7 de dezembro.

A ministra Esther Dweck, titular do MGI, reforçou a importância de os participantes verificarem o endereço correto de aplicação e de lerem com atenção a folha de rosto da prova, onde estão as instruções essenciais.

O governo atualizou o cartão de inscrição neste sábado (4), incluindo a informação sobre a sala de aplicação.

Logística e calendário

A organização do CNU está sob responsabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV), que realiza a distribuição e o recolhimento das provas sob escolta da Polícia Federal e Rodoviária Federal.

O transporte dos materiais começou na madrugada deste domingo e será acompanhado até o retorno dos cadernos aos galpões da instituição.

O cronograma do concurso prevê a divulgação dos gabaritos preliminares em 6 de outubro e o resultado final das provas objetivas em 12 de novembro.

A partir daí, os candidatos classificados seguirão para as demais etapas — discursiva, títulos e confirmações de interesse — até março de 2026, quando devem começar as convocações para nomeação.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 05/10/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo