Seedance 2.0 sofre restrições após pressão de Hollywood

ByteDance confirma mudanças urgentes na IA para evitar processos por uso indevido de imagem de atores e marcas globais.

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A Seedance 2.0 terá suas capacidades limitadas pela ByteDance em resposta a uma crescente onda de ameaças legais vindas da indústria do entretenimento. A empresa chinesa, controladora do TikTok, confirmou que implementará travas de segurança na ferramenta após a viralização de vídeos que infringem direitos autorais e de imagem.

O estopim para a decisão foi a precisão assustadora do serviço. Usuários conseguiram criar clipes utilizando a estética de filmes inteiros e reproduzindo as feições de atores de forma ultrarrealista. O risco de litígio por parte de grandes estúdios e sindicatos tornou-se insustentável para a manutenção da versão atual da Seedance 2.0.

Nas redes sociais, a ferramenta demonstrou poder técnico ao gerar:

  • Cenas inéditas com marcas registradas da Disney (incluindo universos Star Wars e Marvel);
  • Adaptações de animes para versões live-action convincentes;
  • Lutas fictícias entre astros como Brad Pitt e Tom Cruise.

A ByteDance emitiu comunicado afirmando que respeita a propriedade intelectual e ouviu as críticas do mercado. A empresa garantiu estar reforçando proteções para impedir o uso não autorizado de semelhanças físicas pela Seedance 2.0, embora não tenha definido uma data para a ativação dos novos filtros.

Processos contra a Seedance 2.0 eram iminentes

A reação de Hollywood baseia-se na suspeita de que materiais protegidos foram usados ilegalmente no treinamento da IA. A fidelidade visual sugere que a Seedance 2.0 pode ter processado longas-metragens completos para aprender a replicar estilos e rostos com tanta perfeição.

A pressão institucional sobre a ByteDance escalou rapidamente através de três frentes principais:

  1. Disney: Segundo a Axios, a empresa enviou uma notificação formal (cease-and-desist) exigindo a interrupção imediata do uso de seus personagens na plataforma.
  2. MPA (Motion Picture Association): A associação de estúdios condenou publicamente o uso não autorizado de obras tanto no treinamento quanto na geração de novos clipes.
  3. SAG-AFTRA: O sindicato dos atores criticou a tecnologia, citando a violação de direitos de voz e imagem — ponto central da última greve da categoria.

O cenário destaca uma disputa comercial estratégica. Enquanto a Disney combate a ferramenta chinesa, o estúdio já firmou parceria oficial com a OpenAI para utilizar seus personagens no modelo Sora, indicando que o problema não é a tecnologia, mas o licenciamento.

O mercado aguarda agora a atualização dos algoritmos. Até que as novas diretrizes de bloqueio sejam efetivadas, a indústria cinematográfica mantém vigilância total sobre qualquer conteúdo gerado pela Seedance 2.0.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 17/02/2026
  • Fonte: FERVER