Sebrae une empresas pela proteção social na COP30
Iniciativa cria protocolo inédito de segurança para mulheres e crianças e deixa legado após evento
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 20/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
No penúltimo dia da COP30, o Sebrae apresenta o balanço do Selo Negócios Protetivos. A iniciativa transforma estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços — como bares, hotéis, motoristas e artesãs — em agentes ativos na proteção de mulheres e crianças. Nesta quinta-feira (20), a instituição leva proprietários de pequenos negócios à Green Zone, às 17h, representando as mais de 100 empresas que aderiram à certificação na capital paraense.
Grandes marcas nacionais e internacionais também integraram o movimento liderado pelo Sebrae. Empresas como iFood, Uber, 99 e Cartão de Todos uniram-se ao projeto, demonstrando que o compromisso com a segurança atravessa diferentes setores e portes empresariais.
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Capacitação e sustentabilidade humana
Margarete Coelho, diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, reforça a importância da ação:
“Esse selo mostra que proteger mulheres e crianças é mais do que um discurso: é parte da operação, do atendimento e dos valores de um negócio comprometido com o futuro. Um garçom, um recepcionista, um guia, um motorista podem ser decisivos para salvar alguém. Queremos que cada ponto de atendimento seja também um ponto de acolhimento.”
Os empreendedores localizados no entorno da COP30 passaram por capacitações gratuitas para atuar preventivamente durante a conferência. A ação contou com a parceria do Instituto Mondó no treinamento dos profissionais junto ao Sebrae.
Carolina Maciel, diretora-executiva do Instituto Mondó, destaca a conexão entre preservação ambiental e segurança social:
“Essa certificação é prática, territorial e humana. Sustentabilidade não existe sem segurança. Podemos discutir floresta, clima e futuro, mas o Selo Negócio Protetivo nos lembra que só existe território vivo com pessoas protegidas.”
Além do impacto social, a adesão ao protocolo fortalece a imagem das empresas. Eraldo Santos, gerente adjunto da Unidade de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão (UEDI), ressalta que os negócios certificados terão prioridade nas próximas ações do Sebrae. A mobilização abrange diversos segmentos, incluindo alimentação, hospedagem, mobilidade e saúde.
Como funciona o padrão de segurança
O Selo Negócios Protetivos estabelece um novo padrão de qualidade no atendimento ao público. Para obter a certificação, os negócios devem cumprir exigências rigorosas, tais como:
- Capacitação completa da equipe com foco protetivo;
- Implementação de protocolos de acolhimento e prevenção;
- Divulgação visível dos canais de denúncia (Disque 100, Disque 180 e protocolo ‘Não é Não’);
- Sinalização oficial contendo QR Code para verificação;
- Compromisso público com o respeito e a segurança.
O selo é democrático e acessível a empreendimentos de todos os tamanhos, desde grandes hotéis até motoristas de aplicativo e ambulantes, abrangendo também serviços de logística e produção de eventos.
Legado permanente
A rede de proteção desenvolvida pelo Sebrae não se encerra com o fim da conferência. O objetivo é manter o selo ativo, deixando para o estado do Pará um legado permanente de ética e acolhimento. Segundo a coordenação do programa, o sucesso da COP30 não deve ser medido apenas pelo número de visitantes, mas pelas vidas protegidas e pela conscientização gerada.
A urgência da medida é justificada pelos dados: uma em cada três brasileiras sofreu violência no último ano, e uma em cada seis meninas é vítima de violência sexual. Estes índices, que costumam crescer em períodos de alta circulação turística, combatem-se agora com o apoio estruturado do setor empresarial.