Se os direitos continuarem em risco, greve geral
Metalúrgicos do ABC mobilizam 8 mil trabalhadores na manhã dessa quinta-feira em atos contra retirada de direitos da classe trabalhadora
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 22/09/2016
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Trabalhadores de 22 empresas paralisaram as atividades na manhã desta quinta-feira (22) para participar dos atos organizados pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC nas cidades de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. A mobilização integrou o “Dia Nacional de Paralisação, Rumo à Greve Geral – Nenhum Direito a Menos”, organizado pela CUT e demais centrais sindicais que formam as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Ao todo a mobilização reuniu cerca de 8 mil trabalhadores nas quatro cidades.
Em São Bernardo, participaram cerca de cinco mil metalúrgicos de 12 empresas, incluindo as montadoras Scania e Toyota. Eles saíram de seus locais de trabalho e foram em caminhada até a Av. Robert Kennedy, onde aconteceu o ato político. Em Diadema, oito fábricas foram paralisadas e o ato com cerca de 2,5 mil trabalhadores foi realizado na Rua Álvares Cabral. Duas fábricas foram paralisadas em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, reunindo cerca de 500 pessoas.
O presidente do Sindicato, Rafael Marques, destacou que as iniciativas que o atual governo vem anunciando indicam um grande retrocesso nos direitos dos trabalhadores e que só uma forte mobilização poderá enfrentar nas ruas essa agenda. “Vivemos um momento crucial da história. Está em curso um golpe que tem como foco uma mudança estrutural no País, que passa pela retirada e redução de direitos básicos como Previdência, jornada de trabalho, verbas para saúde e educação. Nossa mobilização será fundamental. Grande parte do que se conquistou no Brasil é fruto do nosso trabalho, da nossa luta. Não vamos permitir que retirem o que nós e as gerações anteriores conquistaram com muita luta e coragem”, ressaltou.
Ao final do ato, após consulta feita pelo dirigente, os trabalhadores aprovaram o apoio da categoria metalúrgica à proposta de realização de uma greve geral no País caso o governo avance numa agenda de retrocessos. “Se houver necessidade, se os direitos da classe trabalhadora continuarem em risco, os metalúrgicos do ABC estão prontos para a greve geral”, reforçou Rafael.