Scania expande rede, indústria avança e logística acelera no Brasil
Novos investimentos em serviços, produção, tecnologia e energia limpa redesenham o transporte brasileiro
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 06/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A malha de atendimento da Scania no Brasil ganhou um reforço estratégico no Sudeste. Já está em operação, no Distrito Industrial de Marília (SP), a nova unidade da Casa Scania Quinta Roda, pertencente ao Grupo WLM. A iniciativa amplia a presença da marca no interior paulista e reforça a política de proximidade com o cliente. Projetada para funcionar como um posto avançado de serviços, a instalação oferece vendas de peças, assistência técnica, boxes de oficina, programas de manutenção e soluções personalizadas, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 17h18min. A proposta é garantir agilidade e padronização no suporte às frotas e logística da região e às operações em trânsito. “Estamos em franca expansão desde 2024, e novas iniciativas já estão previstas para este ano. A unidade de Marília foi planejada para entregar o mesmo padrão de qualidade e confiança que caracteriza o atendimento da Quinta Roda”, afirma, Roberta Antonelli, gerente da Casa Scania Quinta Roda de Marília.
Oito décadas de referência

Com quase 80 anos de trajetória, a Caio Induscar segue como um dos principais pilares da indústria brasileira de transporte coletivo. Líder na produção de carrocerias urbanas de ônibus, a empresa mantém seu escritório central na cidade de São Paulo e concentra sua operação industrial em Botucatu e Barra Bonita, no interior paulista. O complexo industrial de Botucatu ocupa uma área de 470 mil metros quadrados, com capacidade produtiva de até 40 carrocerias por dia. Já a fábrica de Barra Bonita soma 72 mil metros quadrados e produz até dez unidades diárias. Juntas, as operações empregam cerca de três mil pessoas diretamente, contribuindo para o fortalecimento do polo industrial regional e nacional. Fundada em 1945 como Companhia Americana Industrial de Ônibus, a Caio iniciou suas atividades em 1946 com a produção da primeira carroceria, a Jardineira.
Nova fase da logística
O setor de logística mantém trajetória de crescimento no Brasil, impulsionado por investimentos e modernização operacional. Dados do IBGE apontam alta nas atividades de transporte, armazenagem e correio no segundo trimestre de 2025, enquanto o Infra S.A. registra avanço nas cargas aéreas e ferroviárias, sinalizando maior diversificação da matriz logística de transporte nacional. Nesse ambiente, empresas têm apostado fortemente em tecnologia, automação e inteligência de dados para tornar a cadeia logística mais eficiente e competitiva.



Um dos destaques é a Tragetta, divisão de transporte do Grupo FEMSA, especializada em cargas fracionadas (LTL). Com mais de 70 anos de experiência, a empresa opera com cerca de 3.300 veículos, atende a mais de 5,5 mil municípios e movimenta aproximadamente dois milhões de cargas por ano. Outro movimento relevante vem da nstech, que lançou a Transportation Network System (TNS), uma nova categoria de rede logística integrada. A plataforma conecta mais de cem soluções em um único ambiente, utilizando agentes de Inteligência Artificial para padronizar dados, integrar “stakeholders” e reduzir custos. Já a Motz aposta no modelo digital para conectar embarcadores e caminhoneiros autônomos. Com mais de cem mil motoristas cadastrados e presença em 150 pontos de expedição, a empresa fez mais de 740 mil viagens logísticas em 2024, utilizando tecnologia e IA para otimizar processos, documentação e o acompanhamento em tempo real das cargas.
Transição energética

Responsável por mais de 60% da movimentação de cargas no Brasil, o transporte rodoviário concentra também mais de 90% das emissões de gases de efeito estufa do setor, segundo dados da Confederação Nacional do Transporte. Diante desse cenário, a sustentabilidade deixou de ser apenas uma tendência e passou a integrar a estratégia operacional das transportadoras. É nesse contexto que a West Cargo iniciou, em 2025, uma fase estruturada de testes com caminhões movidos a GNV e veículos elétricos. Com mais de 27 anos de atuação e foco em operações ligadas ao comércio exterior, a empresa busca avaliar, na prática, a viabilidade técnica e econômica dessas tecnologias no transporte rodoviário brasileiro. “Adquirimos dois caminhões a GNV e um elétrico, integrados a rotas específicas. Os dados iniciais indicam que a utilização de veículos mais sustentáveis é viável e abre espaço para investimentos mais robustos a partir de 2026”, explica Hélio Rosolen, presidente da companhia.