SBC celebra o Mês da Consciência Negra com ampla programação
Mês em comemoração à Consciência Negra terá atividades com início neste sábado (1º)
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 31/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Na manhã desta sexta-feira (31), a Pinacoteca de São Bernardo do Campo foi palco do anúncio das ações voltadas ao Mês da Consciência Negra – Vozes Negras em Movimento, com uma programação repleta de palestras, atividades culturais e iniciativas voltadas ao combate ao preconceito.

Consciência Negra tem celebração em tom de lamento
O prefeito Marcelo Lima (Podemos) celebrou a iniciativa, mas lamentou ter que criar datas comemorativas para extirpar um mal moral.

“Eu disse, desde que assumi a Prefeitura, que nós vamos lutar para acabar com o preconceito, seja qual for, de religião, de cor, enfim, todos esses preconceitos a gente tem que lutar. E eu faço isso hoje pela importância, infelizmente, porque ainda existe muito no Brasil e em São Bernardo, mas a mesma coisa que inauguramos a Casa de Passagem, um equipamento belíssimo. Mas eu gostaria de não ter inaugurado, gostaria de não ter a Casa de Passagem, eu gostaria de não ter criado a Guardiã Maria da Penha, coisas que nós não gostaríamos de ter, mas infelizmente fomos obrigados a ter porque ainda existe a agressão à mulher em todo o Brasil, infelizmente. A mesma coisa é a consciência negra”, lamentou o chefe do Executivo.
Preconceito deve ser combatido o tempo todo
A presidente do Fundo Social de Solidariedade da cidade e primeira-dama, Zana Lima, em tom de alerta, indicou que a menção não deve se limitar ao mês de novembro, mas que deve ser uma prática diária e de todos.

“A consciência não é assunto de um mês só, mas um momento de olhar para nossa história, refletir e aprendermos juntos. Eu espero que essa consciência permaneça quando novembro acabar, porque reconhecer, respeitar e valorizar é algo que precisa estar vivo em nós todos os dias do ano. Por isso que somente em novembro, acho que é um mês muito curto para falarmos de consciência negra”, pediu Zana o engajamento e a permanente consciência contra o preconceito, e concluiu:
“Espero que não seja só em novembro, mas que durante todo o ano e que, acabando novembro, a gente se lembre que isso ainda continua”.
Engajamento de todas as secretarias em prol da Consciência Negra
Samara Dinis, secretária de Cultura do município, explicou como foi pensada a agenda para o mês de novembro.

“É uma alegria muito grande que nós damos abertura a esse evento, ao mês de consciência negra. Quero agradecer a todos os participantes e digo isso com muito carinho, com muito respeito a todos os colegas secretários, que durante algum tempo fomos nos reunindo e pensando como comemorar o mês de consciência negra”, comentou a secretária.
Assim, neste sábado (1º de novembro), a partir das 10h. haverá diversas atrações durante todo o dia revisitando as lutas, a cultura e a história do povo afro-brasileiro, além do lançamento da cartilha, às 15h., que traz um conteúdo farto de entendimento.
Censo aponta 40% da população da cidade entre negros e pardos
Dr. Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde, lembrou os números do Censo e a quantidade representativa da população da cidade que se declaram negras ou pardas.

“Em São Bernardo do Campo, no Censo de 2022, quase 40% das pessoas se denominam pretas ou pardas, portanto, quase metade da nossa população. O que não é um direito do governo, de qualquer governo privilegiar um e não privilegiar outro. Nós temos o dever de privilegiar a todos. Nós precisamos fazer com que as próximas gerações entendam que todos nós temos os mesmos direitos”, discursou o médico.
Para a primeira-dama, o preconceito não será extinto e que a sociedade precisa respeitar a individualidade de cada um.
“Muito embora, eu ache que novembro não deveria ser o mês da consciência negra, porque nós temos que pensar nisso todos os dias do ano, não só em novembro, a questão da consciência negra, nós temos que ter, inclusive eu, por ser negra e fazer parte disso, entendo que a gente não vá conseguir acabar com isso. Mas consciência é algo que a gente deve sim passar para todos. E o que a gente quer não é ser aceito, a gente não precisa ser aceito, a gente precisa ser respeitado, cada um em sua individualidade, independente de qualquer coisa, somos todos iguais”, disse Zana.
O podemista destacou que o objetivo é levar a conscientização à toda população e colocar um fim ao preconceito.
“Que a gente consiga, realmente, fazer a nossa parte, que é conscientizar a população de que todos nós somos iguais. Não tem ninguém que é poderoso, não tem um melhor que o outro, não, todos nós somos iguais. Então, o meu pedido hoje, como prefeito de São Bernardo, a nós, como equipe de governo, que a gente possa, realmente, fazer isso todos os dias, levar esse pensamento”, pediu o prefeito.