SBC zera índice de mortalidade materna em 2025
Com investimentos em novos leitos e protocolos rígidos, São Bernardo do Campo alcançou a marca de zero casos de mortalidade materna em 2025.
- Publicado: 03/03/2026
- Alterado: 03/03/2026
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: PMSBC
A Prefeitura de São Bernardo do Campo confirmou, nesta terça-feira (3/3), que o Hospital da Mulher encerrou o ano de 2025 com índice zero de mortalidade materna. O dado foi destacado durante visita técnica do prefeito Marcelo Lima à unidade, que passou por um processo de reestruturação para reverter o histórico de denúncias registrado entre 2022 e 2024.
De acordo com o Ministério da Saúde, a mortalidade materna é caracterizada pelo óbito de uma mulher durante a gestação ou em um período de até 42 dias após o parto. O resultado na cidade é considerado um marco estatístico, especialmente porque 43% dos partos realizados na unidade no último ano foram classificados como de alto risco.
Investimentos estruturais e novos protocolos de saúde
Para atingir a redução drástica na mortalidade materna, a gestão municipal implementou um pacote de modernização que incluiu a reforma do telhado, a instalação de um novo mamógrafo e a criação de 22 novos leitos. No entanto, a diretora técnica do hospital, Dra. Adlin Veduato, aponta que a revisão de fluxos foi o fator determinante.
“Foram atualizados protocolos para o manejo das principais causas evitáveis de mortalidade materna, como hemorragia pós-parto, síndromes hipertensivas e sepse obstétrica”, explicou a diretora.
Entre as medidas adotadas, destacam-se:
- Identificação Visual: Uso de pulseiras laranjas para pacientes em investigação de pré-eclâmpsia.
- Monitoramento: Controle rigoroso de sinais vitais com periodicidade horária.
- Código de Emergência: Instituição de protocolos específicos para urgências obstétricas.
Humanização e integração com a Atenção Básica
Além da infraestrutura hospitalar, o combate à mortalidade materna em São Bernardo envolveu uma articulação direta com a rede de Atenção Básica para qualificar o pré-natal. O objetivo foi garantir que o diagnóstico precoce evitasse complicações no momento do parto.
Durante a vistoria, o prefeito Marcelo Lima ressaltou a mudança de patamar do hospital. “O Hospital da Mulher, antes alvo de denúncias por descaso, hoje é um modelo de saúde pública. Foram mais de 28 mil exames realizados durante um ano”, afirmou o chefe do Executivo.
A paciente Mayara Patez dos Santos, de 17 anos, que deu à luz ao filho Ravi na última segunda-feira (2/3), relatou a experiência positiva. “Foi um atendimento muito bom desde o começo. Me senti acolhida por todos os especialistas”, declarou a moradora do bairro Alves Dias.