Saúde pública de São Bernardo é referência para delegação italiana
Delegação da região de Emília-Romanha visitou Unidade Básica de Saúde da Paulicéia e Hospital de Clínicas
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 15/04/2014
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Delegação italiana formada por médicos, pesquisadores e economistas, entre outros profissionais vindos da região de Emília-Romanha, visitou unidades de Saúde de São Bernardo do Campo nesta terça-feira (15/4), para conhecer o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) no município. O grupo esteve na Unidade Básica de Saúde (UBS) Paulicéia e no Hospital de Clínicas (HC) Municipal José Alencar, no Alvarenga. Os profissionais foram recebidos pela secretária de Saúde, Odete Gialdi, e pelo superintendente do hospital, Daniel Beltrami. Essa foi a primeira delegação internacional a visitar o HC.
No hospital, os profissionais italianos visitaram as alas de internação, onde conheceram o sistema de gestão de leitos, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o anfiteatro. Também participaram de reunião para conhecer o trabalho desenvolvido pelo Consultório de Rua, projeto que conta com redutores de danos (profissionais) na ampliação do acolhimento e acesso à rede de Saúde para usuários de drogas em situação de vulnerabilidade social.
A secretária de Saúde destacou que a troca de experiências e a cooperação entre os países beneficiam e valorizam o trabalho desenvolvido em São Bernardo. “Os profissionais que atuam nas unidades sentem que o trabalho é reconhecido, pois fomos indicados pelo Ministério da Saúde como referência. Além disso, podemos ter conhecimento de experiências que são desenvolvidas na Itália”, disse.
Médico da Universidade de Bolonha, na capital da região de Emília-Romanha, Ardigó Martino destacou que a ideia é tentar implantar um sistema parecido na Itália, começando pela região. “Existe resistência da classe médica italiana com relação às experiências da área de saúde pública da América Latina, mas quando apresentamos os resultados obtidos, todos ficam surpresos”, disse.
Martino disse que na Itália não há Unidades Básicas de Saúde, Agentes Comunitários de Saúde e estratégia de Saúde da Família. “Achamos essas experiências muito interessantes, pois são formas de não basear o sistema de Saúde unicamente em hospitais, como é hoje na Itália”, explicou.