Câmara aprova política de saúde masculina para o SUS
Proposta aprovada na Câmara visa ampliar prevenção e diagnóstico no SUS e segue agora para o Senado.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 12/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (11), um projeto de lei que cria a política nacional de saúde masculina no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida representa um avanço significativo para incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças que afetam essa população. O texto agora segue para análise do Senado.
O objetivo central da proposta é quebrar barreiras culturais que historicamente afastam os homens dos consultórios. A nova política de saúde masculina foca em ações de conscientização e na ampliação do acesso ao tratamento de enfermidades comuns ao público masculino.
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Novembro Azul vira lei nacional
Um dos pilares do projeto é a nacionalização da campanha Novembro Azul, dedicada ao combate ao câncer de próstata. Anteriormente, a iniciativa dependia de legislações estaduais ou municipais. Com a aprovação, ela passa a ser uma política federal, reforçando a importância da saúde masculina em todo o território.
A implementação da Política de Atenção Integral à Saúde do Homem deverá ser contínua, com participação de municípios e estados. A relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), reformulou um texto original de 2016. Segundo ela, a medida está alinhada aos direitos sociais previstos na Constituição.

Acesso e visão integral da saúde masculina
Conforme o texto aprovado, a campanha Novembro Azul incluirá ações educativas em todo o país, indo além do câncer de próstata e abordando outras patologias. Estão previstos mutirões para diagnóstico precoce e a tradicional iluminação de prédios públicos na cor azul, como símbolo do cuidado com a saúde masculina.
Marlene Oliveira, presidente do Instituto Lado a Lado Pela Vida e idealizadora do Novembro Azul, participou da formulação da proposta. Ela cobra uma maior integração do Ministério da Saúde na implementação, defendendo uma abordagem holística para a saúde masculina.
“O Ministério precisa adotar uma visão integral para a saúde do homem“, afirmou.
Oliveira também aponta a necessidade de ampliar os horários de atendimento nas unidades básicas de saúde, que hoje muitas vezes coincidem com o horário comercial.
“A possibilidade de atendimentos nos finais de semana seria uma excelente oportunidade para facilitar o acesso dos homens“, conclui.