100ª edição São Silvestre tem tanzaniana vencedora e brasileira em 3°

Tanzaniana vence com tempo impressionante, encerra longo domínio queniano e precisa de socorro médico imediato após cruzar a linha de chegada.

Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil

A São Silvestre celebrou sua histórica centésima edição neste domingo com um desfecho dramático e inédito nas ruas de São Paulo. Sisilia Panga, atleta da Tanzânia, rompeu barreiras ao cruzar a linha de chegada em primeiro lugar, registrando o tempo de 51 minutos e 6 segundos. O esforço extremo cobrou seu preço: a campeã desmaiou logo após a vitória e precisou ser carregada pela equipe médica para receber atendimento de emergência.

A vitória de Panga não apenas garantiu o topo do pódio, mas também encerrou uma hegemonia que parecia inabalável. A corredora quebrou uma sequência de oito vitórias consecutivas de competidoras do Quênia, inscrevendo seu nome como uma nova potência na São Silvestre.

O pódio e a performance brasileira

Atleta brasileira Núbia de Oliveira, terceiro lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre (Paulo Pinto/Agencia Brasil)

Enquanto a tanzaniana recebia cuidados, a disputa pelas posições seguintes definia o restante do pódio. A queniana Cynthia Chemweno cruzou a meta em 52 minutos e 30 segundos, assegurando a segunda colocação. Logo atrás, o Brasil marcou presença entre as líderes.

Nubia de Oliveira Silva repetiu seu desempenho consistente do ano anterior. A brasileira completou o percurso da São Silvestre em 52 minutos e 42 segundos, garantindo o terceiro lugar sem sofrer ameaças significativas de outras competidoras na reta final.

Confira os tempos oficiais do top 3 feminino:

  • Sisilia Panga (Tanzânia): 51min06s
  • Cynthia Chemweno (Quênia): 52min30s
  • Nubia de Oliveira Silva (Brasil): 52min42s

Dinâmica da São Silvestre e a ultrapassagem decisiva

Atleta Sisilia Ginoka, vencedora da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. (Paulo Pinto/Agencia Brasil)

A prova começou com um ritmo agressivo imposto pelas favoritas. Nos quilômetros iniciais, Cynthia Chemweno assumiu a ponta, seguida de perto por Panga. A brasileira Nubia de Oliveira Silva estabeleceu-se rapidamente no terceiro posto, mantendo uma distância segura do pelotão intermediário.

O momento crucial da corrida ocorreu na marca dos 10 quilômetros. Demonstrando uma reserva de energia superior, Sisilia Panga ultrapassou Chemweno e abriu uma vantagem que se tornaria irreversível. A partir desse ponto, a tanzaniana correu isolada, administrando a liderança no trecho mais técnico da São Silvestre.

Na segunda metade do trajeto, a atleta da Tanzânia manteve a cadência forte, ignorando o desgaste físico que a levaria ao colapso na chegada. Sua performance sólida impediu qualquer reação das adversárias e consolidou sua posição como a grande vencedora desta edição centenária.

Com este triunfo, Sisilia Panga não apenas leva o ouro para a Tanzânia, mas redefine o cenário das corridas internacionais de rua. Sua vitória na centésima São Silvestre será lembrada pela superação física extrema e pela quebra do domínio queniano no atletismo sul-americano.

  • Publicado: 03/02/2026
  • Alterado: 03/02/2026
  • Autor: 31/12/2025
  • Fonte: Michel Teló