São Paulo concentra 20,6% dos trabalhadores da cultura
Setor criativo em São Paulo salta para 1,6 milhão de ocupados e supera ritmo de expansão do Brasil
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 27/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Secult PMSCS
O Estado de São Paulo consolidou sua posição como o maior motor da economia criativa no Brasil. Segundo o novo boletim apresentado nesta segunda-feira (26) pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, em parceria com a Fundação SEADE, o estado concentra 20,6% de todos os trabalhadores do setor no país. Ao todo, 1,6 milhão de paulistas atuam na área, frente a um total nacional estimado em 7,75 milhões.
O estudo revela que a aceleração paulista ganhou força a partir de 2021. Enquanto o setor no Brasil cresceu 11%, São Paulo registrou um salto de 21,1%. Em 2023, o ritmo de expansão do estado (11,4%) foi quase três vezes superior à média nacional, consolidando a economia criativa como responsável por 6,5% de todos os empregos do estado.
Tecnologia e Inovação na Liderança
O perfil da ocupação criativa em São Paulo reflete a digitalização da economia. O grupo de Software, Videogames e Serviços de TI/Web lidera o setor, respondendo por 28,4% das vagas. Áreas como Publicidade, Arquitetura e Design de Interiores também apresentaram crescimento expressivo, impulsionadas pela demanda por inovação e desenvolvimento.
“São Paulo não apenas acompanha a tendência nacional, mas exerce um papel de liderança. Temos uma cadeia produtiva plural que transforma vidas, gerando emprego e renda em níveis recordes”, destaca a secretária Marilia Marton.
Impacto no PIB
O vigor do setor também é financeiro. Em uma década de expansão, o PIB da Economia Criativa em São Paulo atingiu a marca de R$ 136,6 bilhões em 2022. O valor representa 5,2% de toda a riqueza produzida no estado, evidenciando que a criatividade é hoje um dos pilares estratégicos do desenvolvimento paulista.
Metodologia Internacional
O boletim utiliza a metodologia da Fundação SEADE, alinhada aos padrões internacionais da UNCTAD e UNESCO. A análise cruza dados de atividades econômicas (CNAE) com produtos e serviços criativos, garantindo precisão estatística e comparabilidade global para os resultados apresentados.