São Paulo terá a 13ª Edição Grito Cultural Reggae Festival
O evento gratuito com grandes atrações será realizado neste domingo, 13. conheça a história do idealizador do evento que promove cultura e serviços sociais ao ritmo do reggae.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A 13ª Edição do Grito Cultural Reggae Festival promete agitar a cidade de São Paulo no próximo dia 13 de setembro com apresentação de bandas nacionais, entre elas Tribo de Jah, Chimarruts, Edu Ribeiro, Cidade Verde, Leões de Israel, Mato Seco e Jah Live. O público estimado para o show – que acontecerá na Avenida Dr. José Pinotti (Viário Itaqueruna), em São Miguel Paulista, na Zona Leste, entre 10h e 22h -, é de 50 mil pessoas.
Já tradicional na cidade, o show, que conta com um público fiel e apreciador do reggae, acontece inteiramente ao ar livre, em espaço público, tendo como apoio cultural a Prefeitura de São Paulo, a Secretaria Municipal da Cultura, a Igualdade Racial, entre outros. A importância cultural, musical e social do acontecimento é tão reconhecida em São Paulo que já faz parte do Calendário Oficial de Eventos da cidade (LEI No 15.338 de 29 de novembro de 2010 – Projeto de Lei no 334/10). A data oficial é em maio, porém acontecerá em setembro, pois os organizadores dependem de apoio cultural e liberação de verbas específicas para a organização, o que aconteceu somente agora.
Segundo Alfredo Rasta, que realiza o Grito Cultural Reggae Festival desde 1994 através da Associação Cultural Reggae, o foco principal do evento é difundir uma mensagem de reflexão incentivando cultura, lazer e convívio social saudável, envolvendo entretenimento e ações sociais. “Queremos mudar o preconceito que existe sobre Reggae, mostrando que o ritmo não está vinculado a drogas, e há muitas pessoas e jovens saudáveis e sem vícios, que curtem a música. O evento também busca valorizar os músicos brasileiros que gostam e fazem Reggae, pois é cultura”, completa ele.
Apesar de ser realizado na rua o evento será fechado e terá grande organização, estrutura de palco e camarins, entrada com segurança, praça de alimentação, ambulâncias e todo apoio necessário em grandes eventos. A entrada é gratuita.
ALFREDO RASTA
Por trás de toda essa festança, está Alfredo Rasta, com sua toca rastafári, jeito descontraído e jovial. Quem o vê nem imagina que está diante de um articulador de cultura e serviços sociais, trabalhos desenvolvidos e embalados pelo ritmo do reggae, sua grande paixão musical.
No inicio, Alfredo – que trabalhava como office-boy e motorista – gostava também de black music, que teve seu auge em 1970 no Brasil. Insatisfeito com o declínio desta tendência musical, ele não se conformou e passou a tocar seus discos de vinil – no estilo hoje mais conhecido por DJ – em frente a sua casa e assim reunia frequentemente muitas pessoas para curtir o som, que se abriu também para outros ritmos, como o reggae.
Com o sucesso do movimento musical na região, ele teve a ideia e a ousadia de criar o Grito de Carnaval Reggae em pleno carnaval, por acreditar que o período da festa poderia se abrir também para outros ritmos e preferências musicais. Ousado, em 1989 colocou nas ruas “logo de cara” um trio elétrico tocando reggae, porém não deu certo, e, por isso, percebeu que reggae e carnaval na mesma época não combinam. O evento, a partir da 9º edição, passou a se chamar Grito Cultural Reggae, com objetivo de difundir a cultura rastafári, que envolve o estilo musical.
Mas, nem por isso Alfredo desistiu, e em 1999, montou seu primeiro palco para apresentação de bandas. Visionário, não queria focar apenas em shows musicais, teve a ideia de vincular lazer, diversão, entretenimento e ação social, por isso criou a Associação Cultural Reggae, que ofereceu para a comunidade de São Miguel Paulista aulas de música, canto e balé. Mas, infelizmente por falta de apoio financeiro, teve que parar com a ação, mesmo assim, mais uma vez não desistiu e assim que encontrar patrocinadores ou apoiadores retomará o movimento social.
De qualquer forma, para Alfredo, o Grito Cultural Reggae Festival – que perdura por 13 anos e já aconteceu até na praça Charles Miller e, devido à sua importância musical e cultural, o transformou em um evento do Calendário Oficial da Cidade de São Paulo (LEI No 15.338 de 29 de novembro de 2010 – Projeto de Lei no 334/10) – é entretenimento e ação social ao mesmo tempo, pois tem como foco difundir uma mensagem de reflexão incentivando cultura, lazer e convívio social saudável. “Queremos mudar o preconceito que existe sobre Reggae, mostrando que o ritmo não está vinculado a drogas, e há muitas pessoas e jovens saudáveis e sem vícios, que curtem a música e isso é cultura”, completa ele.
Através do evento que acontece todo ano na Zona Leste (único evento oficial da região) o produtor cultural já ajudou a alavancar várias bandas de sucesso e a manter o ritmo vivo para os adeptos e também mais conhecido para as novas gerações, que aprendem a gostar. “Agora estamos com um projeto com parceiros, para termos o Grito Cultural Reggae Festival em várias datas do ano, em diversos locais da cidade, incluindo dois dias de festival, em calendários diferentes”, informa Alfredo.
O show, que tem apoio cultural da Prefeitura de São Miguel, da Secretaria Municipal da Cultura, da Igualdade Racial, entre outros, é gratuito e apresentará atrações como: Tribo de Jah, Chimarruts, Edu Ribeiro, Cidade Verde, Leões de Israel, Mato Seco e Jah Live. Para conferir mais sobre o evento acesse: http://www.gritoculturalreggae.com.br/.
SERVIÇO:
Grito Cultural Reggae
Local: Avenida Dr. José Pinotti (Viário Itaqueruna), em São Miguel Paulista, na Zona Leste.
Data e horário: 13 de setembro, das 10h às 22h.
Entrada gratuita.