São Paulo registra queda histórica em focos de incêndio em junho

Monitoramento mostra redução histórica de queimadas; em comparação ao mesmo mês de 2024, a queda foi de 89%

Crédito: Governo de SP

O estado de São Paulo alcançou um marco significativo ao registrar apenas 55 focos de incêndio no mês de junho, a menor quantidade desde que os dados começaram a ser coletados em 1998. Essa cifra representa uma queda acentuada em relação aos 63 focos registrados em junho de 2012, que até então detinha o recorde anterior. Comparando com o mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 532 incêndios, a redução foi notável, atingindo 89%, segundo informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Esse resultado positivo está associado ao fortalecimento das iniciativas governamentais na luta contra queimadas, destacando-se a Operação SP Sem Fogo. Esta ação é fruto de uma colaboração entre diversas secretarias estaduais, incluindo as de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Segurança Pública e Defesa Civil. Durante a estiagem, a operação entra em uma fase crítica, com intensificação das atividades para prevenção e combate a incêndios.

Uma das inovações implementadas neste ano foi a criação da Sala SP Sem Fogo, situada no Centro de Gerenciamento de Emergências. Este espaço possibilita o monitoramento em tempo real dos focos de calor, além de analisar fatores como direção do vento e umidade do ar, permitindo assim a previsão de cenários críticos e um rápido acionamento das equipes responsáveis.

Governo de SP

O coronel Henguel Pereira, coordenador da Defesa Civil estadual, enfatizou a importância da tecnologia no combate aos incêndios: “Investimos em inovação e colocamos equipes em campo equipadas com drones e veículos que permitem monitorar os focos em tempo real. Isso possibilita uma resposta rápida e eficaz para evitar a propagação do fogo”.

Adicionalmente, foi introduzido um sistema georreferenciado de alertas que notifica automaticamente as equipes sempre que novos focos são detectados nas proximidades de áreas de conservação, garantindo uma atuação imediata.

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, atribuiu a diminuição dos incêndios a um planejamento técnico bem elaborado e investimentos contínuos em tecnologia. “A redução histórica nos incêndios florestais reflete o trabalho estratégico e colaborativo da Semil com apoio da Fundação Florestal. Reforçamos nossa legislação ambiental e ampliamos nossos investimentos em tecnologia e capacitação das equipes”.

Em 2023, alterações na Resolução SIMA 05/2021 foram publicadas para coibir práticas ilegais relacionadas ao uso do fogo em áreas rurais. As novas normas estabelecem multas específicas que variam entre R$ 5 mil e R$ 10 milhões para proprietários que não tomarem medidas preventivas contra incêndios florestais. Além disso, as penalidades para quem provocar incêndios em áreas produtivas foram significativamente aumentadas.

A Fundação Florestal alocou R$ 11 milhões iniciais para apoiar a operação, que inclui contratações de bombeiros civis, aquisição de aeronaves e equipamentos necessários para a gestão dos incêndios. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) também destinou mais de R$ 300 milhões à conservação das rodovias e ações preventivas contra incêndios.

Até o momento, aproximadamente 1.900 agentes foram capacitados pelo Corpo de Bombeiros, com outros 900 ainda em treinamento. A Polícia Ambiental tem reforçado suas ações educativas e de fiscalização para complementar esses esforços. No total, cerca de 3 mil agentes oriundos de 600 municípios já receberam treinamento pela Defesa Civil para integrar as operações.

As condições climáticas deste inverno, caracterizadas por maior nebulosidade e chuvas frequentes, também têm contribuído para essa significativa redução no número de incêndios.

Sobre a Operação SP Sem Fogo

SP Sem Fogo
Defesa Civil/Divulgação

A Operação SP Sem Fogo é resultado da colaboração entre as Secretarias estaduais mencionadas anteriormente e envolve ainda o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar Ambiental e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA). Esta operação realiza atividades permanentes ao longo do ano divididas em fases — verde, amarela e vermelha — adaptando-se às necessidades específicas conforme cada período do ano.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 04/07/2025
  • Fonte: Sorria!,