São Paulo: Presidência se reúne com empresário que quer implementar SAF
Diego deixou claro que não quer receber como intermediário e que também pode entrar como um investidor. Ele apresentou um estudo com suas intenções e possibilidades no clube.
- Publicado: 27/05/2026 22:14
- Alterado: 27/05/2026 22:14
- Autor: Redação
- Fonte: Agência Somos FC
Nesta quarta-feira (27), a presidência do São Paulo se reuniu com o empresário e são-paulino Diego Fernandes, que se notabilizou no futebol brasileiro por intermediar a contratação de Carlo Ancelotti e agora quer implementar uma SAF no Tricolor. O encontro ocorreu no Morumbi e Diego pediu a Massis uma procuração, todavia, ela inicialmente foi rejeitada.
Diego deixou claro que não quer receber como intermediário e que também pode entrar como um investidor. Ele apresentou um estudo com suas intenções e possibilidades no clube.
O presidente confirmou a conversa. O mandatário prometeu avaliar o caso.

O que disse Diego Fernandes sobre uma SAF no São Paulo?
Em entrevista anterior, Diego Fernandes explicou sobre o que ele enxerga como alternativa ao São Paulo.
Ao Tricolaços Podcast, ele disse que grandes grupos de investimentos de fora do Brasil teriam interesse em aportar quantias no São Paulo. Todavia, seria necessário um processo de compliance e uma estruturação para mudança do modelo associativo para uma SAF.
“A minha proposta é a seguinte: fui abordado fora do Brasil, por grandes grupos para fazer investimentos no Brasil. Não posso dizer quem são, no momento certo serão disponibilizados. Só que não posso falar em nome do São Paulo. Eu, como são-paulino, apresentei a eles o futebol como um grande ativo e o São Paulo.“
Segundo o empresário, ele tentou implementar isso por meio de conversas com membros do Conselho Deliberativo, mas foi descredibilizado internamente. Por conta disso, ele abriu um abaixo-assinado para sócios do clube, tentando uma assembleia sem passar pelo Conselho.
Diego Fernandes declarou que considera o Tricolor um ativo muito valioso, e que demandaria parceiros consolidados no mercado, além da ajuda de uma instituição financeira para precificação.
O empresário também detalhou que o modelo que pensou é de 51-49, com o fundo que investiria no clube tendo 51% das ações, mas com os 49% restantes ao clube, tendo ações mais impactantes em decisões para proteger o clube.
“O modelo perfeito é um investidor de grande porte colocando muito dinheiro, com 51% e os outros 49% para o São Paulo, com ações sendo disponibilizadas para os torcedores para se proteger de ninguém mudar o uniforme, hino etc., como, por exemplo, a Embraer, em que o governo, mesmo não sendo majoritário, possui a Golden Share e pode vetar uma eventual venda.“
O investidor também deixou claro que esses eventuais investidores só farão investimentos no clube com melhorias na governança e transparência.
Qual a forma de fazer isso no São Paulo?
Como Diego Fernandes declara não ter conseguido inserção junto ao Conselho Deliberativo, o formato que ele pensa é a convocação de uma Assembleia Geral após 20% dos associados assinarem um abaixo-assinado. Assim, o caso poderia ser votado junto aos associados são-paulinos sem ter que passar pelo Conselho.
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