São Paulo investe R$ 1,6 bi em combate à seca e queimadas
De operação aérea contra incêndios a desassoreamento de rios: veja as medidas adotadas para mitigar impacto da estiagem
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 03/01/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O estado de São Paulo enfrenta um período crítico marcado pela estiagem e o aumento das queimadas, motivando uma resposta robusta do Governo paulista. Desde o início de 2024, mais de R$ 1,6 bilhão foram investidos em iniciativas destinadas ao combate aos efeitos da seca, abrangendo desde a perfuração de poços até a despoluição de rios e o fortalecimento de sistemas de irrigação rural.
A empresa SP Águas, anteriormente conhecida como DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), tem liderado a perfuração de poços para melhorar o abastecimento de água nas cidades. Até agora, foram inaugurados 127 poços profundos que atendem a 116 municípios, com um investimento total de R$ 134 milhões. Esses poços possuem uma capacidade de vazão total de 5,8 milhões de litros por hora e mais 13 poços estão em construção para beneficiar outros 11 municípios.
A estratégia de perfuração é fundamental para aumentar a disponibilidade hídrica, uma vez que esses poços captam água subterrânea dos aquíferos, contribuindo significativamente para mitigar os efeitos da seca e reduzir casos de racionamento.
Além disso, o governo estadual anunciou a construção de três grandes reservatórios conhecidos como piscinões em Franco da Rocha e retomou as obras de duas barragens na região metropolitana de Campinas. Com um investimento estimado em R$ 1,3 bilhão, essas intervenções são projetadas para beneficiar cerca de 7 milhões de pessoas.
O desassoreamento dos rios é outra ação crucial no combate à seca. Por meio do programa Rios Vivos, o governo removeu 1,3 milhão de metros cúbicos de sedimentos em 163 cursos d’água em mais de 100 cidades desde o início das operações em 2023. O investimento nessa área foi superior a R$ 95 milhões, ressaltando que cada metro cúbico removido representa uma quantidade equivalente recuperada para abastecimento.
No município de Bauru, por exemplo, foram retirados cerca de 12 mil metros cúbicos do Rio Batalha em um período curto, facilitando a captação e melhorando a distribuição do serviço municipal. O investimento total em desassoreamento deve ultrapassar R$ 1 bilhão nos próximos meses.
Para prevenir enchentes e controlar cheias, o estado também investiu R$ 563 milhões desde 2023 em sistemas que visam conter esses fenômenos naturais adversos.
Na agricultura, com o objetivo de garantir a produtividade mesmo diante da seca, foi criado o Plano Estadual de Irrigação. Esse plano busca expandir a área irrigada do estado para 15% do total produtivo – atualmente cerca de 6%. Para isso, foram alocados R$ 200 milhões em linhas de crédito específicas para infraestrutura de irrigação e capacitação técnica.
A Defesa Civil desempenha um papel vital na mitigação dos efeitos da seca, promovendo a distribuição de recursos financeiros para municípios afetados. Cidades como Barretos e Bauru receberam investimentos significativos para melhorar a gestão hídrica e implementar ações educativas. Em situações críticas, como em Artur Nogueira, foram enviados suprimentos essenciais como água mineral e cestas básicas.
Por fim, para enfrentar o aumento dos incêndios florestais associados à estiagem, a Operação São Paulo Sem Fogo recebeu um aporte financeiro considerável. Até setembro de 2024, foram investidos R$ 169,9 milhões em equipamentos e tecnologias voltadas ao combate ao fogo, além da limpeza preventiva em áreas adjacentes a rodovias.