São Paulo está passando por surto de casos de caxumba

Infectologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão explica como tratar e prevenir a doença

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Em 2015 os casos de caxumba aumentaram 82% somente em São Paulo, segundo dados da secretária estadual de Saúde, são mais de 118 casos confirmados. Com o aumento do número de casos na cidade a infectologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão Dra. Andreia Maruzo Perejão explica sobre a doença e como se prevenir.

Causada pelo vírus o Paramixovirus e transmitida por via aérea ou contato com a saliva de pessoas infectadas a caxumba é uma doença viral aguda que causa febre e aumento das glândulas salivares. “Normalmente as pessoas infectadas com o vírus apresentam febre e inchaço nas glândulas salivares. Em homens a caxumba pode causar infecção no testículo e epidídimo e em mulheres infecção no ovário e algumas vezes a doença pode se manifesta como meningite”, explica a infectologista.

A médica do Hospital e Maternidade São Cristóvão diz que o diagnóstico da doença é clinico, mas podem ser solicitados alguns procedimentos laboratoriais. Já seu tratamento é feito da maneira sintomática “por ser uma doença viral recomendamos o repouso e analgésicos que ajudam o paciente a lidar com os sintomas da doença”.

A melhor maneira de evitar o contato é a imunização por via da vacina da tríplice viral, que previne contra doenças como o sarampo, a rubéola e a caxumba. “A vacina pode ser tomada a partir do primeiro ano de idade e é feita em duas doses”, ressalta a infectologista. Dra. Andreia ressalta que por ser composta por vírus vivos atenuados, mulheres grávidas e imunodeprimidos não devem tomar a vacina, “o ideal é sempre consultar um especialista para avaliar a indicação ou contraindicação nessas situações”.

Caso não seja tratada corretamente, a caxumba pode deixar sequelas graves e até mesmo levar o paciente à morte. As consequências da doença dependem da evolução em cada paciente, lembra a profissional, “entre as complicações e sequelas está a encefalite que pode levar a um edema cerebral e até manifestações neurológicas graves e óbito. Há casos de miocardite, nefrite, neurite, podendo levar a surdez e raramente esterilidade por atrofia testicular secundaria a doença” finaliza Dra. Andreia.

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  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 28/12/2015
  • Fonte: FERVER