São Paulo Companhia de Dança leva apresentações gratuitas para Jundiaí
A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) — corpo artístico da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerido pela Associação Pró-Dança — chega a Jundiaí pela 12ª vez no dia 25 de abril, com duas apresentações gratuitas, às 15h e às 20h, no Teatro Polytheama. Os ingressos gratuitos para ambos os […]
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 17/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) — corpo artístico da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerido pela Associação Pró-Dança — chega a Jundiaí pela 12ª vez no dia 25 de abril, com duas apresentações gratuitas, às 15h e às 20h, no Teatro Polytheama. Os ingressos gratuitos para ambos os espetáculos e poderão ser retirados a partir das 10h30, do dia 24 de abril, nos totens eletrônicos e bilheterias do Teatro Polytheama (Rua Barão de Jundiaí, 176 – Centro) e do Centro das Artes Prefeito Pedro Fávaro (Rua Barão de Jundiaí, 1093 – Centro), além da internet, por meio da plataforma Sympla. Cada interessado poderá retirar até dois ingressos.
Ambos os espetáculos terão a abertura realizada pela Cia. Jovem de Dança de Jundiaí – um dos corpos artísticos municipais vinculados à Unidade de Gestão de Cultura da Prefeitura de Jundiaí -, com a obra P.A.Q.U.I.T.A. – Passos Aleatórios Que Um Impulso Te Apresenta, sob direção de Alex Soares – que também assina uma das obras que serão apresentadas pela São Paulo Companhia de Dança. Na primeira sessão, às 15h, a SPCD sobe ao palco com Alvorada, de Yoshi Suzuki; A Morte do Cisne, de Lars Van Cauwenbergh, inspirada na obra de Michel Fokine (1880–1942); e Casa Flutuante, de Beatriz Hack. Já no segundo horário, às 20h, o público confere dos SANTOS, de Alex Soares; Alvorada, de Yoshi Suzuki; e Ataraxia, de George Céspedes.
“É uma alegria retornar a Jundiaí com um programa que reflete temas como identidade, renovação e pertencimento, que transitam entre o clássico e o contemporâneo, com diferentes olhares e trajetórias”, comenta Inês Bogéa, diretora artística da São Paulo Companhia de Dança.
A obra da Cia. Jovem de Dança de Jundiaí, P.A.Q.U.I.T.A. – Passos Aleatórios Que Um Impulso Te Apresenta, é inspirada nas músicas do balé clássico Paquita e nasceu durante o período de trabalho remoto, em que cada integrante do elenco criou seu solo a partir de processos de improvisação realizados em casa. O experimento artístico, originalmente concebido como um exercício de criação individual, transformou-se em uma obra coreográfica coletiva que explora o impulso, a espontaneidade e a reinvenção de uma obra clássica sob um olhar contemporâneo.
Alvorada é a primeira coreografia de Yoshi Suzuki, bailarino da São Paulo Companhia de Dança desde sua fundação. A obra é uma ode ao recomeço, simbolizando renovação e continuidade por meio da delicadeza e emoção do amanhecer. Criada para seus colegas de companhia, reflete a paixão de Yoshi pelo movimento, agora também expressa por meio da criação coreográfica. A obra integra o Programa de Desenvolvimento das Habilidades Futuras do Artista da Dança (PDHFAD) — Ações para Bailarinos: Transição de Carreira, que incentiva artistas da SPCD a explorarem novas possibilidades dentro do ecossistema da dança.
O clássico A Morte do Cisne, na versão de Lars Van Cauwenbergh, é um emocionante balé criado em 1907 por Michel Fokine para a lendária Anna Pavlova. Inspirado no poema de Alfred Tennyson (1809–1892) e nos movimentos dos cisnes em seus últimos instantes de vida, o solo dialoga com as sonoridades da harpa e do violoncelo.
Já Casa Flutuante, de Beatriz Hack, propõe uma reflexão sobre os diversos significados de “casa” e suas impermanências. Em um tempo marcado pelo excesso de informações e pela escassez de pausas reflexivas, a obra convida o público a retornar à sua “casa” — seja ela um espaço físico, o corpo ou o planeta. Guiado por uma trilha sonora eclética, o elenco transita entre movimentos propostos pela coreógrafa e gestos construídos a partir das experiências pessoais dos bailarinos. Os movimentos, individuais e coletivos, exploram as relações humanas e interpessoais, criando uma atmosfera de intimidade, conexão e busca por equilíbrio.
dos SANTOS, primeira criação de Alex Soares para a SPCD, é inspirada na cantiga do Brasil Colonial “Matais de Incêndio” — uma música simples e festiva, associada a celebrações religiosas, datada por volta de 1700 e de autoria desconhecida. A obra faz referência a um dos sobrenomes de origem religiosa mais populares no Brasil e movimenta, cruza e questiona identidades que, ao longo do tempo, contribuíram para moldar a diversidade cultural do país.
Encerrando o programa, Ataraxia marca a estreia do coreógrafo George Céspedes para uma companhia brasileira. Conhecido por seu estilo que combina dança com elementos geométricos e matemáticos, Céspedes desenha no palco formas impactantes por meio do movimento coordenado dos bailarinos, explorando contrastes emocionais e dinâmicos. Inspirada no conceito estóico de serenidade frente às adversidades, a obra busca um estado de equilíbrio interior. A iluminação enfatiza a precisão dos movimentos, enquanto os figurinos, com referências à moda urbana, dialogam com a contemporaneidade e reforçam a liberdade de expressão dos intérpretes, conferindo à obra um caráter vibrante e atual.
As apresentações da São Paulo Companhia de Dança são realizadas pelo Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e São Paulo Companhia de Dança via Lei de Incentivo à Cultura Lei Rouanet, Ministério da Cultura e Governo Federal União e Reconstrução. Patrocínio Itaú.
SERVIÇO:
SPCD EM JUNDIAÍ
Data e hora: 25 de abril, sexta-feira, às 15h e às 20h
Endereço: Teatro Polytheama, R. Barão de Jundiaí, 176 – Centro, Jundiaí – SP, 13201-010
Ingressos: Gratuitos, retirada a partir das 10h30, do dia 24 de abril, nos totens eletrônicos e bilheterias do Teatro Polytheama (Rua Barão de Jundiaí, 176 – Centro) e do Centro das Artes Prefeito Pedro Fávaro (Rua Barão de Jundiaí, 1093 – Centro), além da internet, por meio da plataforma Sympla. Cada interessado poderá retirar até dois ingressos.
Classificação: Livre
FICHAS TÉCNICAS:
P.A.Q.U.I.T.A. – Passos Aleatórios Que Um Impulso Te Apresenta
Direção e conceito: Alex Soares
Assistentes de Coreografia: Andrea Thomioka
Coreografias: Alex Soares, Bruna Vicente, Camila Rotta, Fernando Ramos, Isabela Ivanov, Lucas Pardin, Maria Eduarda Castro e Raquel Gattermeier
Elenco: Barbara Aquino, Camila Rotta, Clarice Sakamoto, Gean Marcos, Isabela Ivanov, João Lucas Alves, Leandro Turatti, Letícia Ribeiro, Maria Eduarda Castro, Mychael Nascimento.
Trilha sonora: Paquita: Allegro; Paquita: Variation 1: Moderato; Paquita: Coda: Allegro Moderato; Paquita: Variação 5: Allegro non troppo (by Cherepnin); Paquita: Variation 7: Allegro; Paquita: Variation 3: Moderato; Paquita: Coda: Allegro con fuoco. Interpretação: Anna Takova-Baynova, Boris Spassov, Sofia National Opera Orchestra, Valentina Raicheva.
Escrita por: Ludwig Minkus
Duração: 12 minutos
Classificação Indicativa: Livre
Alvorada (2025)
Coreografia: Yoshi Suzuki
Música: Sonata para Cordas – III – Largo – Adagio Lento e Calmo, composição de Antônio Carlos Gomes, versão com a Orquestra Ouro Preto, com regência de Silvio Viegas. Salvator Rosa – Sinfonia (Overture), composição de Carlos Gomes, versão com a Minas Gerais Philharmonic Orchestra & Fabio Mechetti.
Figurino: Laviandanse (Figurinos solistas, calças e saias do grupo); Edméia Evaristo (confecção dos corpetes do grupo)
Duração: 14 minutos e 44 segundos
A Morte do Cisne (2019)
Coreografia: Lars Van Cauwenbergh, inspirado na obra de Michel Fokine (1880-1942)
Músicas: O Cisne, extrato do Carnaval dos Animais (1866) (Camille Saint-Saëns 1835-1921)
Iluminação: Wagner Freire
Figurino: Marilda Fontes
Casa Flutuante (2024)
Coreografia: Beatriz Hack
Músicas: Boi nº1, Foli Griô Orquestra com Cacau Amaral;Nordavindens Klagesang, de Vàli; Giardini Di Boboli, de Manos Milonakis feat. Jacob David e Grégoire Blanc; Encruzilhada, de Tulio; e Marie, de Cristobal Tapia De Veer – mixagem por Renan Lemos.
Figurinos: Balletto
dos SANTOS (2024)
Coreografia: Alex Soares
Músicas: Matais de incêndios, anônimo, interpretado por Vox Brasiliensis e Ricardo Kanji; Partita for 8 voices, No.4 Passacaglia, Caroline Shaw, interpretada por Brad Wells e Roomful of Teeth; Final Parade, Felix Rösch; Obstacle Course, Christophe Zurfluh
Figurino: Cassiano Grandi
Iluminação: Wagner Freire
Ataraxia (2025)
Coreografia: George Céspedes
Assistência de Coreografia: Aymara Rodrigues
Músicas: Trilha original de George Céspedes;Count To Six And Die (The Vacuum Of Infinite Space Encompassing), de Marilyn Manson e John Lowery, The Golden Age Of Grotesque, de Brian Warner e Tim Skold, ambas interpretadas por Marilyn Manson; Candil De Nieve, de Raúl Torres, interpretada por Pablo Milanés.
Figurino: Marco Lima
Iluminação: André Boll
*Atenção: a obra apresenta cena com efeito estroboscópico que pode afetar espectadores fotossensíveis.