São Paulo intensifica combate ao glaucoma com estrutura especializada

Com mais de 2 mil atendimentos mensais, rede municipal oferece estrutura especializada para prevenção da segunda maior causa de cegueira no mundo

Crédito: Prefeitura de SP

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, celebrado em 26 de maio, a Prefeitura de São Paulo destaca seus esforços na prevenção e tratamento dessa doença, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a segunda maior causa de cegueira irreversível globalmente.

A cidade conta com um robusto sistema de atendimento oftalmológico, que desde 2021 se estruturou para oferecer uma Linha de Cuidado do Glaucoma. Este programa visa proporcionar diagnóstico precoce e tratamento especializado para os pacientes. Atualmente, a rede municipal realiza cerca de 2.200 atendimentos mensais relacionados à condição.

Nos últimos anos, houve uma significativa redução na fila de espera por atendimentos. Em 2021, mais de 21 mil pessoas aguardavam consultas, número que agora caiu para aproximadamente 350 pacientes na capital paulista.

O processo de atendimento se inicia nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde os profissionais realizam a triagem inicial. Aqueles identificados como “suspeitos” de desenvolver glaucoma são encaminhados para serviços especializados em oftalmologia disponíveis nos Hospitais Dia (HDs), AMAs Especialidades e Ambulatórios de Especialidades (AMEs). Os serviços são prestados por instituições credenciadas pela Secretaria Municipal de Saúde.

Nos casos em que o glaucoma não está em estágio avançado, é possível controlar a progressão da doença através do uso de colírios, disponibilizados gratuitamente pela rede pública. Esses medicamentos ajudam a manter a pressão ocular em níveis adequados, prevenindo a piora da condição.

Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) indicam que no Brasil existem mais de 1,7 milhão de pessoas afetadas pelo glaucoma, sendo a incidência mais comum entre indivíduos acima dos 40 anos. Entretanto, a doença pode se manifestar em qualquer faixa etária devido ao aumento da pressão intraocular, resultando na deterioração gradual do nervo óptico e comprometendo a visão. Embora intervenções clínicas ou cirúrgicas possam retardar a evolução da doença, elas não são capazes de reverter danos já causados à visão.

Os sintomas do glaucoma incluem perda da visão periférica, dores oculares e cefaleias, vermelhidão ocular, dificuldades visuais e até episódios de náuseas e vômitos. Segundo a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), cerca de 80% dos casos iniciais não apresentam sintomas evidentes, o que torna essencial o acompanhamento regular com um oftalmologista.

Além da idade avançada, fatores como hipertensão arterial, diabetes e histórico familiar de glaucoma são importantes considerações na avaliação do risco individual para esta condição ocular.

Ainda que o glaucoma seja uma doença crônica sem cura definitiva, seu diagnóstico precoce é crucial para um tratamento eficaz e para maximizar as chances de preservação da visão ao longo do tempo.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 27/05/2025
  • Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA