São Paulo reforça alerta para prevenção no Dia Mundial do Diabetes
Crescimento de 20% nos atendimentos acende sinal de alerta sobre o diabetes no estado
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 14/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
No Dia Mundial do Diabetes, celebrado nesta sexta-feira (14), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) chama atenção para a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce da doença.
Dados de 2024 mostram que 78,5 mil atendimentos relacionados ao diabetes foram realizados na rede estadual, crescimento de 20% em relação aos 65,2 mil registros do ano anterior.
A doença se caracteriza pela elevação da glicose no sangue devido à produção insuficiente de insulina ou dificuldade do organismo em utilizá-la adequadamente.
Estilo de vida influencia avanço da doença
De acordo com a endocrinologista Isabel Menezes, do Centro de Referência do Idoso da Zona Norte (CRI Norte), o aumento dos casos está diretamente ligado a mudanças no estilo de vida da população.
“A expectativa de vida cresce, mas as pessoas estão menos ativas, ganhando peso com mais facilidade e consumindo mais alimentos industrializados”, explica.
A médica destaca que dietas ricas em açúcar e ultraprocessados sobrecarregam o pâncreas. Já o estresse e o sedentarismo agravam o quadro ao elevarem a glicemia e reduzirem a sensibilidade à insulina.
Fatores genéticos e condições como hipertensão, sobrepeso e colesterol alto também aumentam o risco. Crianças, antes mais afetadas pelo diabetes tipo 1, já começam a apresentar casos do tipo 2 devido ao estilo de vida.
Entenda os tipos de diabetes

O diabetes tipo 1 é uma condição autoimune em que o organismo destrói as células produtoras de insulina no pâncreas, levando à deficiência quase total do hormônio.
Já o tipo 2, mais frequente na população adulta, ocorre quando há resistência à insulina ou queda progressiva de sua produção — quadro frequentemente associado ao excesso de peso e à inatividade física.
Isabel Menezes acrescenta que fatores ambientais podem influenciar o surgimento da doença. “O calor extremo favorece processos inflamatórios, dificultando o controle da glicose. A poluição também contribui para inflamações crônicas e resistência à insulina. Não são causas diretas, mas somam-se a outros riscos”, afirma.
Sinais de alerta e medidas preventivas
Entre os sintomas que merecem atenção estão sede intensa, aumento da frequência urinária, cansaço constante, perda de peso sem explicação, visão turva e infecções recorrentes. Pessoas com fatores de risco devem realizar exames periódicos mesmo sem sintomas aparentes.
A prevenção inclui manter peso adequado, adotar alimentação baseada em alimentos naturais, reduzir o consumo de açúcar e ultraprocessados, praticar exercícios regularmente, dormir bem e controlar o estresse.
Para quem já recebeu o diagnóstico, a adesão ao tratamento e o monitoramento adequado da glicemia são fundamentais para garantir qualidade de vida e evitar complicações.