São Paulo abre 1º Espaço Motoboy com descanso e refeição
Localizado em área antes degradada, equipamento funciona diariamente das 5h à 0h e busca oferecer dignidade aos Motoboy
- Publicado: 09/04/2026 14:42
- Alterado: 09/04/2026 14:42
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: PMSP
A Prefeitura de São Paulo entregou, na quarta-feira (8), o primeiro Espaço Motoboy da capital, situado estrategicamente próximo à Avenida Paulista. O projeto, que custou mais de R$ 2,2 milhões, foi concebido para atender uma demanda histórica de aproximadamente 350 mil profissionais que atuam em serviços de entrega e transporte na cidade.
O equipamento marca uma mudança na gestão do espaço urbano ao revitalizar uma área subutilizada para oferecer suporte gratuito a motoboys e ciclistas. A estrutura funciona sem limite de tempo de permanência e conta com banheiros exclusivos para motogirls, atendendo a uma queixa frequente sobre a dificuldade de acesso a sanitários em estabelecimentos comerciais.
Infraestrutura e Serviços

O projeto é resultado de um trabalho conjunto entre a Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB) e a agência Ade Sampa. O local foi equipado com:
- Alimentação: Cozinha com micro-ondas, refrigeradores e mesas.
- Descanso e Conectividade: Área coberta com poltronas, televisão, Wi-Fi gratuito e tomadas para recarga de celulares.
- Segurança: Armários para capacetes e mochilas (bags), além de estacionamento com 58 vagas para motos e 28 para bicicletas.
- Suporte Público: Equipes da Prefeitura estarão no local para oferecer orientações sobre serviços municipais e qualificação.
Dignidade e Segurança Viária
Durante a inauguração, o prefeito Ricardo Nunes enfatizou que o descanso adequado é um fator de segurança pública. “O motociclista que tem um momento de pausa para refletir e se alimentar reduz o estresse da jornada, o que impacta diretamente na diminuição de acidentes“, afirmou. A iniciativa complementa outras ações, como a expansão da Faixa Azul, que já soma 233 quilômetros na capital.
Relatos de profissionais como Alexandre Rodrigues Mendes, de 51 anos, reforçam o impacto humano da obra. Diabético, o motoboy relatou que, por 25 anos, teve que se alimentar de pão ou comida fria por não ter onde esquentar marmitas. “Sempre sonhei com um lugar assim. É uma bênção poder comer com dignidade“, desabafou.
Expansão do Projeto
O modelo implantado na Paulista servirá de padrão para a expansão da rede. Segundo o Executivo municipal, a meta é entregar pelo menos mais três unidades similares em diferentes pontos da cidade até o final de 2026.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Rodrigo Goulart, o espaço estabelece um “padrão de acolhimento” que deve servir de exemplo para a iniciativa privada, que utiliza intensamente a mão de obra desses profissionais mas raramente oferece infraestrutura de apoio.