São Paulo 471 anos: capital tem queda populacional nos últimos anos
Se no início da série histórica da Fundação Seade o povoamento da capital foi acentuado, atingindo seu ápice nos anos 1950 (5,58% a.a.), a tendência é que o crescimento populacional diminua cada vez mais até chegar a zero ou mesmo a taxas negativas
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 25/01/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
No ano em que completa 471 anos, a cidade de São Paulo observa decréscimo de sua população. De acordo o estudo da Fundação Seade, no período 2010/2022, a taxa populacional da capital paulista se reduziu a 0,15% a.a. Em 2019 os residentes município totalizavam 11,5 milhões, diminuindo até 2023 para 11,4 milhões.
Estatísticas do registro civil processadas pela Fundação Seade, na capital, revelam uma tendência crescente no número de óbitos desde 2000 – fenômeno associado ao processo de envelhecimento populacional e acentuado no período da pandemia. E a partir de 2015, o número de nascimentos na cidade, que já estava em queda, acelerou a redução, caindo ainda mais nos anos de pandemia.
Para se ter ideia, de acordo com dados centenários sobre a evolução da população paulistana, o número de habitantes na capital paulista em 1920, era de apenas 579 mil pessoas. Se no início da série histórica o povoamento da capital foi acentuado, atingindo seu ápice nos anos 1950 (5,58% a.a.), a tendência é que o crescimento populacional diminua cada vez mais até chegar a zero ou mesmo a taxas negativas.
Isso porque a partir de 2020 apresenta decréscimo populacional. O saldo vegetativo (nascimentos menos óbitos), que era decrescente, acelera sua redução neste período e já não é capaz de compensar o saldo migratório (imigrantes menos emigrantes) negativo e garantir o movimento de aumento da população.
“Ainda é cedo para afirmar que a população no Município de São Paulo permanecerá decrescendo, mas dificilmente voltará a apresentar as taxas positivas elevadas do passado”, observa a gerente da área de Demografia da Fundação Seade. Bernadette Cunha Waldvogel.
Na cidade de São Paulo, até a década de 1960, o saldo migratório respondia pela maior parcela do crescimento populacional, e nas décadas de 1930 e 1940 era numericamente 2,5 vezes maior que o saldo vegetativo. A partir dos anos 1980 ocorre mudança drástica e o saldo migratório torna-se negativo. Ressalte-se que entre 2010 e 2022 foi registrado o maior saldo migratório anual negativo (-70,7 mil).