São Caetano terá núcleo regional da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC
Será em São Caetano do Sul o núcleo regional da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, entidade que zela pelas memórias da Revolução Constitucionalista de 1932 e de seus combatentes. O anúncio foi feito pelo presidente da instituição, o coronel da reserva Mário Fonseca Ventura, durante reunião nesta quinta-feira (24/10), na 3ª Companhia do 6º […]
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 24/10/2013
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Será em São Caetano do Sul o núcleo regional da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, entidade que zela pelas memórias da Revolução Constitucionalista de 1932 e de seus combatentes. O anúncio foi feito pelo presidente da instituição, o coronel da reserva Mário Fonseca Ventura, durante reunião nesta quinta-feira (24/10), na 3ª Companhia do 6º Batalhão da Polícia Militar, na Avenida Goiás.
Participaram do encontro o comandante da 3º Companhia, tenente Herbert Honorato dos Santos, o comandante do 6º BPM, tenente-coronel Luiz Antonio Dantas Valente, e o coordenador operacional do 6º BPM, capitão Robinson Castropil, que presidirá o núcleo da Sociedade no Grande ABC.
“É muito importante que a nossa região também ajude a preservar o conteúdo histórico da Revolução Constitucionalista”, considerou Castropil. A Sociedade Veteranos de 32 – MMDC possui 30 núcleos espalhados pelo Estado. A sigla remete às iniciais de Martins, Miragia, Dráusio e Camargo, manifestantes paulistas que foram mortos por tropas federais em 23 de maio de 1932, uma das ocorrências que originaram a Revolução, deflagrada em 9 de julho daquele ano.
Ventura se dedica a preservar os detalhes do movimento e de suas origens desde 1950. “Não dá para falar de 1932 se não falarmos de 1930”, antecipa, sobre a revolução que tirou autonomia dos estados, impediu a posse do paulista Júlio Prestes na presidência da República, derrubou o presidente Washington Luís e instaurou o Governo Provisório, chefiado pelo gaúcho Getúlio Vargas, que havia sido derrotado por Prestes na eleição.
“Depois disso, Getúlio Vargas nomeou o pernambucano Alberto Lins de Barros como o interventor em São Paulo. Todo este conjunto revoltou os paulistas, que em 1932 lutaram contra o Governo Provisório e por uma nova constituição”, defende Ventura, que afasta a tese de um movimento separatista de São Paulo na época. “Não há nada que prove que São Paulo queria se separar da Nação. Isso é uma lenda urbana, que foi usada para criar animosidade no resto do País e deixar o nosso Estado isolado na luta. E foi o que ocorreu”, lembra.
Já sem o apoio de movimentos que eclodiram simultaneamente em outros estados do Brasil, como Bahia, Mato Grosso e Pará, os paulistas se renderam às tropas federais em 2 de outubro de 1932, no município de Cruzeiro.
“É pela preservação de toda esta história que ter um núcleo da Sociedade Veteranos no Grande ABC é a concretização de um sonho. Jamais haverá um episódio tão bonito quanto o de 1932”, finaliza Ventura.