São Caetano promove 1º Dia de Prevenção à Doença Vascular
Fique atento você que tem mais de 60 anos, colesterol alto, hipertensão, diabetes, fuma ou já fumou. Pode não ser só cansaço
- Publicado: 26/01/2026
- Alterado: 13/11/2015
- Autor: Redação
- Fonte: Cia. Vagalum Tum Tum
A Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Caetano do Sul promoverá neste sábado (14/11), das 9h às 16h, no Espaço Verde Chico Mendes (Avenida Fernando Simonsen, 566, Bairro Cerâmica), o 1º Dia de Prevenção a Doença Vascular. A iniciativa, que integra o pacote de 12 ações do Programa Saúde Pra Você – Cuidar Para o Futuro, focará nos membros inferiores e trará gratuitamente em tendas instaladas no parque: orientações de atividade física e de prevenções, exames físicos e ultrassom. O evento conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP), da Liga de Combate às Doenças Vasculares (LCDV) da Faculdade de Medicina do ABC, da Aché Laboratórios Farmacêuticos e da Venosan Meias Compressivas.
“Além do que iremos investigar, teremos preparadores físicos, fisioterapeutas, enfermeiras que realizarão atividades e orientações sobre prevenção e é claro apresentações durante todo o dia, como dança flamenca, zumba e música. A doença arterial periférica é uma situação que ocorre em virtude do estreitamento ou obstrução dos vasos sanguíneos arteriais, responsáveis por levar o sangue para nutrir as extremidades como braços e pernas, sendo mais comum o acometimento nos membros inferiores do que nos superiores”, explicou a coordenadora da Cirurgia Vascular de São Caetano, Lidiane Brand.
“Apresenta uma prevalência de 10 a 25% na população acima de 55 anos, sendo que aumenta com a idade. Cerca de 70 a 80% dos pacientes acometidos são assintomáticos, ou seja, não apresentam qualquer queixa ligada a doença de base. Este fato pode retardar ou dificultar o diagnóstico precoce, um ponto fundamental para o início do tratamento o mais breve possível, o que melhora as chances de evolução positiva da doença. É mais frequente nos homens, mas também pode acometer as mulheres”, completou.
Sobre a doença arterial periférica – A causa mais comum é a aterosclerose que é um acúmulo de placas de ateroma (gordura, proteínas, cálcio e células da inflamação) na parede dos vasos sanguíneos, causando estreitamentos e entupimentos, que dificultam a passagem do sangue para os membros, podendo prejudicar o funcionamento das pernas a médio e longo prazo.
Fique atento para os fatores de risco:
Colesterol elevado; Diabetes;Doença cardíaca (doença arterial coronária);Pressão arterial alta (hipertensão); Fumo; Derrame (doença cerebrovascular); Doença renal (hemodiálise); Histórico familiar; Sedentarismo; Obesidade; Avanço da idade.
É importante o fato da associação entre doença arterial obstrutiva periférica com doença arterial coronariana, ou seja, as pessoas que apresentam placas de ateroma nas artérias das pernas têm alta probabilidade de apresentar placas de ateroma nas artérias que nutrem o coração, as artérias coronárias. Assim, além de tratar de uma doença, deve-se investigar e tratar outras que podem estar associadas e muitas vezes não causam sintoma algum.
Sintomas
O principal sintoma é a dificuldade para caminhar manifestando dor no pé, na batata da perna e eventualmente na coxa e glúteo (nádega) da perna acometida, e que cessa depois de alguns minutos de repouso (este sintoma é chamado de claudicação intermitente).
Nos casos mais avançados pode ocorrer impotência sexual (dificuldade de ereção), dor nas pernas mesmo quando em repouso, redução da temperatura das pernas, formigamentos e eventualmente aparecimento de feridas ou gangrena nos pés pela condição de extrema falta de circulação.
Em alguns casos a doença pode ter um agravamento rápido caracterizado por dor intensa, de início súbito, associado à frialdade do membro (diminuição de temperatura), dificuldade de movimentação e formigamentos, caracterizando assim um quadro chamado de obstrução arterial aguda que deve ser tratado imediatamente na tentativa de se evitar uma amputação.
A suspeita diagnóstica da doença arterial periférica pode ser feita pelo médico generalista, pela simples história clínica e exame físico, mas a avaliação de um Cirurgião Vascular é fundamental na confirmação do diagnóstico com exames complementares e na tomada de decisões para o tratamento adequado.
Tratamento
A maioria dos casos é tratada com as seguintes medidas preventivas:
• Controle adequado da pressão arterial;
• Não fumar;
• Controle rigoroso do diabetes quando presente;
• Realizar exames periódicos dos níveis sanguíneos de colesterol e triglicérides;
• Atividade física – caminhadas regulares ajudam a controlar melhor os outros fatores de risco citados e estimulam a circulação das pernas;
• Alimentação saudável rica em frutas, verduras e leguminosas;
• Visitas ao cardiologista pela associação com a doença coronariana.
Os casos mais graves podem exigir intervenção cirúrgica, uma vez que a circulação não consegue sequer suprir as necessidades mínimas desta perna, com grande chance de amputação do membro se nada for feito.
Prognóstico (Evolução)
Na maioria dos casos diagnosticados de pacientes com uma doença arterial periférica, os sintomas das pernas permanecem estáveis ou melhoram. Cerca de 15 a 20% dos doentes podem piorar e necessitarem de medidas de tratamento mais invasivas como as intervenções cirúrgicas.
O resultado é melhor quando do diagnóstico precoce e do início imediato do tratamento clínico, que consiste em medidas simples.