São Caetano é novamente inserida no Circuito Sesc de Artes

Circuito Sesc de Artes começa dia 24 de abril e percorrerá além de São Caetano, Diadema e Mauá, promovendo intensa programação cultural gratuita para todas as idades

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Uma estante móvel para troca de livros, instalação interativa com o uso de aplicativos para telefone celular, a famosa volta na praça para ver e ser visto, um espetáculo circense e o rock da banda Cachorro Grande agitarão o Espaço Verde Chico Mendes (Av. Fernando Simonsen, 566, no Bairro Cerâmica), em São Caetano do Sul, no dia 3 de maio, a partir das 16 horas, com o apoio da Secretaria de Cultura da Prefeitura e do Sesc São Caetano. Toda a programação gratuita faz parte do Circuito Sesc de Artes 2015 – Conectando lugares, circulando ideias, idealizado pelo Sesc São Paulo.

Lançado oficialmente nesta terça-feira (7/4), no Sesc Pompeia, com a proposta de levar diferentes manifestações artísticas nas áreas de música, dança, teatro, circo, cinema, artes visuais, literatura e cultura digital, o Circuito percorrerá 108 cidades do interior, litoral e Grande São Paulo, incluindo a capital, com 12 tipos de roteiros, sendo que cada um deles será apresentado em nove cidades. Ao todo, serão 68 atrações e um total de 615 apresentações artísticas, no período de 24 de abril a 10 de maio, com a participação de 392 artistas e 547 horas de programação. Todos os espetáculos e intervenções ocorrerão em espaços públicos – parques, praças e ruas.

O município de São Caetano está inserido no roteiro 8 de apresentações. Ele começa em Campinas, passa pelas cidades de Santa Barbara D’Oeste, Bragança Paulista e Mogi Guaçu, segue para Diadema e Itaquaquecetuba, e chega a São Caetano – o encerramento ocorre na região de Sorocaba, em que estão inclusas as cidades de Itu, São Roque e Votorantim.

Para o diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, o Circuito Sesc de Artes proporciona ao público o acesso ao conhecimento de artistas dos mais diversos gêneros da cultura e permite reflexões sobre os contextos apresentados. “O Circuito leva atrações a lugares remotos, onde normalmente não há esse tipo de produção. As exibições vão além da apresentação. Nelas, o artista realiza o inesperado, provoca, incomoda e faz com que os moradoras saiam da sua rotina para buscar informações sobre aquela arte”, ressalta. “A tradição histórica de trabalhar nas cidades do interior, desde a década de 70, foi uma experiência que trouxe muita bagagem ao Sesc”, destaca Danilo.

O secretário de Cultura da Prefeitura de São Caetano, Jander Cavalcanti de Lira, acredita no impacto positivo que as manifestações artísticas causam na sociedade. “A arte é mais do que somente aquilo que é visualizado. Por isso, ela é tão importante no processo educacional, porque transforma sensações, opiniões e estimula ao expectador a sensibilidade e o entendimento ao outro.  A arte mostra a importância da convivência das diferenças e dos diferentes.”

CONHEÇA O PERCURSO
LITERATURA
Leve Livro
MUDA Práticas de Leitura (SP)
Uma estante móvel montada na praça, com cerca de 200 livros para ler e trocar. É só chegar, escolher um e sentar-se num dos bancos da sala de leitura ao ar livre. Essa ação busca criar aproximações entre os leitores, estimulando diálogos literários, conversas sobre os livros que cada um já leu, proporcionando a troca de opiniões e histórias. O público conta com o suporte de dois mediadores que auxiliam na seleção dos livros disponíveis de acordo com o interesse de cada leitor.  E eles também entram na roda de conversas com suas experiências. A rua se torna uma biblioteca viva.
Curadoria: Heloísa Sobral e Fábio Figueiredo / Produção e Coordenação: Heloísa Sobral / Concepção, Projeto Cenográfico e Design: Laura Sobral / Cenotecnia: Raphael Franco e Rodrigo de Moraes Machado / Mediadores de Leitura: MUDA Práticas Culturais e Educativas.

ARTEMÍDIA
Paisagens Paralelas
DUO b + Andrei Thomaz (SP)
Cada lugar pode gerar sua própria trilha sonora, de acordo com a paisagem. Agora, imagine ouvir a trilha gerada em outro contexto e em outro lugar enquanto você caminha pela sua cidade. É o que propõe esta instalação interativa com o uso de aplicativos para telefone celular. A proposta, segundo seus criadores, Duo b e Andrei Thomaz, é criar “derivas teleprenciais”. O ato de deriva, segundo o escritor francês Guy Debord, consite em rumar livremente por espaços urbanos e anotar as sensações observadas ao longo desses deslocamentos. Nesta experimentação artística, o objetivo é transmitir, para outro lugar, outro ouvinte, as trilhas sonoras geradas a partir de sensações de um lugar, criando um rompimento entre o que se vê e o que se ouve.
Concepção e criação: Duo b e Andrei Thomaz.

DANÇA
Footing
Seis + 1 Cia. de Dança (SP)
Uma das mais velhas práticas de paquera nas pequenas cidades do interior, é o footing, a famosa volta na praça para ver e ser visto. Mas aos poucos esse costume está desaparecendo. Nesta intervenção coreográfica, o footing é revisitado pelos dançarinos, que o transformam em coreografia. Através da dança, o grupo procura articular outras formas de sensibilidade, as vivências do presente e as memórias do passado para enxergar aquilo que fica e não muda. A Seis + 1 Cia. de Dança foi criada em 2001 como um espaço para pesquisa e criação em dança contemporânea.
Direção Artística: Daniela Gatti / Assistente de Direção: Karina Almeida / Dançarinos: Ana Carolina Bueno de Oliveira, Eduardo Barros, Felipe Lwe, Tutu Morasi, Juliana Hadler e Raissa Cintra / Produtor Cultural: Léo Scopin / Concepção de Trilha Sonora: Mário Bonafé Neto / Concepção de Figurino: Juliana Hadler.
Duração: 40 minutos

CIRCO
Falsa Escuadra
Cia. Movimento Armario (ARG)
Dois irmãos entram em cena carregando um armário de roupas. Em torno desse móvel, os dois protagonizam suas cenas líricas e cômicas, ao melhor estilo de Chaplin e Jacques Tati. Não faltam malabares, equilibrismo e muitos outros números incríveis. Fernando Rosen e Ivan Larroque, do grupo argentino Cia. Movimento Armario, criaram uma pequena joia circense sem usar palavras. De inspiração surrealista, a beleza brota em meio aos números, com cenas inesperadas e brincadeiras de intenso lirismo. No jogo desses dois irmãos, um alto e outro baixo, as situações vão se desdobrando e complicando, criando trapalhadas atrás de trapalhadas. Lançam mão do absurdo e do surreal com números nos quais o armário de duas portas também se torna um personagem cheio de surpresas para o público.
Elenco: Fernando Rosen e Ivan Larroque / Criação: Larroque, Joab, Rosen / Direção: Martin Joab / Cenário: Ernesto Sotera / Foto: Hernan Paulos / Música: Luis Rodrigo Diaz Muñiz / Produção no Brasil: Felipe França Gonzalez (Difusa Fronteira).

MÚSICA
Cachorro Grande (RS)
Com 15 anos de estrada e sete álbuns, a banda portoalegrense apresenta seu novo álbum, Costa do Marfim, uma mistura da psicodelia sessentista. Com a música eletrônica, o gruponesse disco procura fazer uma conexão entre Rio Grande do Sul, São Paulo, Inglaterra e Costa do Marfim. Eles se destacaram no cenário nacional com o disco Pista Livre, de 2005, masterizado no lendário estúdio Abbey Road, em Londres, com os sucessos Você Não Sabe o que Perdeu, Sinceramente e Bom Brasileiro.
Com: Beto Bruno (vocal), Marcelo Gross (guitarra), Rodolfo Krieger (baixo), Pedro Pelotas (teclados) e Gabriel Boizinho (bateria).
Duração: 75 minutos

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 08/04/2015
  • Fonte: Sorria!,