São Caetano completa 148 anos e Tite fala sobre dívida, Segurança e Saúde
No dia do aniversário de 148 anos de São Caetano do Sul, nesta segunda-feira, 28 de julho, o prefeito Tite Campanella falou sobre o atual desafio da Saúde, sobre a tecnologia na Segurança e sobre a dívida de R$ 824 milhões
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 29/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Na manhã em que completa 148 anos, nesta segunda-feira (28 de julho), a cidade de São Caetano do Sul contou com a tradicional missa em celebração à efeméride e com a distribuição de bolo, que foi confeccionado por diversas padarias do município.

Ao final da missa, na Paróquia São Caetano, no bairro Fundação, o prefeito Tite Campanella (PL) remontou os primeiros passos da cidade e sua origem, que surgiu com a chegada de imigrantes italianos, e cantou parabéns no Parque Municipal Província de Treviso.

“Nós celebramos, hoje (28 de julho), as 28 famílias que formaram o primeiro núcleo colonial de São Caetano do Sul. É a memória deles, a alma deles que a gente está venerando e de todos aqueles que fizeram parte desse processo. Eram 150 pessoas aproximadamente”, lembrou ele.

Ao conceder coletiva à imprensa, Tite comentou sobre Saúde, Segurança e dívida da cidade. A começar pelo que o município deve, o chefe do Executivo afirmou que será pago, desde que haja recursos.
“A gente tem 824 milhões que é de uma dívida que temos programada para ser paga, O que nos atrapalha muito são os restos a pagar, as contas não pagas, essas não têm escalonamento, as de 2024, e conforme a gente tiver recurso. Se a gente não tiver recurso, a gente não vai pagar”, avisou o liberal.

Quem é quem?
Na Saúde, o desafio mais recente é identificar os munícipes que utilizam os programas da Prefeitura, já que a Municipalidade conta 270 mil cadastros ativos em seu Prontuário Eletrônico, porém, a cidade conta com cerca de 170 mil habitantes.
E, sobre essa pauta, Tite falou em investir em tecnologia e que já está em andamento uma atualização.
“Nós já estamos fazendo um recadastramento. Os moradores, que utilizam a saúde, lá no Atende Fácil, estão sendo convocados, sem nenhuma interrupção do serviço, para comparecerem lá. A gente vai desenvolver, cada vez mais, ferramentas tecnológicas para poder dar a maior quantidade de benefícios ao morador e saber quem é esse morador, através de aplicativos dos smartphones e investindo em tecnologia para chegar nesse ponto”, garantiu Tite.
Entregas na área da Segurança
Ao falar sobre Segurança, o prefeito afirmou que não é um problema somente da cidade, e que afeta a todas as classes sociais, sem distinção, e que a política de segurança pública é permanente.
Ademais, o político pontuou o que já foi feito para melhorar a qualidade dos serviços de segurança no município.

“Entregamos armamentos, câmeras, smartphones para a nossa GCM (Guarda Civil Municipal), continuamos com as políticas que sempre foram adotadas, de pagamento de pró labore da Polícia Militar, e sempre respondendo às demandas também das outras forças policiais, tanto da Polícia Civil, quanto da Polícia Militar”, elencou o prefeito.
Segundo ele, o Smart Sanca é uma ferramenta imprescindível, e a cidade que não tiver um recurso como este terá grandes problemas de segurança, já que o novo sistema “evita a vinda do bandido, do foragido, do procurado para a cidade, e a gente vai ter que continuar investindo, não tem jeito. Não existe perspectiva de a gente melhorar o ambiente de segurança no Brasil, já falei isso inúmeras vezes, então, fica com a gente”.
Mais adiante, o chefe do Executivo disse que, em uma reunião recente com a Polícia Militar, foi apontado que, “desde o começo da série histórica, quando começou a se registrar os índices de criminalidade, nos anos 2.000, a gente está com os menores índices de criminalidade em São Caetano do Sul. E a gente vai continuar perseguindo esses números permanentemente”, se comprometeu o liberal.
De volta à história da cidade
Tite discorreu sobre os desafios enfrentados por São Caetano quando recebeu seus primeiros imigrantes, que teve seu núcleo inaugurado em 28 de julho de 1877, época em que a Itália era dividida em reinos, e que o rei Vítor Emanuel II – Vittorio Emanuele – a reunificou, mas os contratempos eram ainda maiores que o próprio desenvolvimento em si.
“Depois de toda a guerra devido à reunificação, a pobreza era muito grande, e o Brasil enfrentava também um novo desafio. A partir de 1.850, o tráfego de navios negreiros era proibido. E o Brasil tinha que começar a pensar o que substituiria a atividade econômica que era baseada no escravismo”, historiou o prefeito.
Na sequência, o Império sugeriu trazer imigrantes de outros países para que formassem essa nova economia, essa nova cultura e os italianos foram os primeiros a pisarem em terras Sul-Sancaetanenses.
Após a chegada das primeiras 28 famílias, outras mais seguiram o mesmo rumo, e deram início à construção de um lugarejo, que, nas palavras de Campanella “era muito pobre, dormiam no chão, onde foram enganados muitas vezes pelo governo, por não terem cumprido as promessas que tinham sido feitas na época. Mas vieram para cá e, com coragem, trabalho e fé, deram o início à construção de uma das maiores e melhores cidades que esse país tem”, celebrou ele.
E nos dias atuais…
E concluiu ao comentar sobre a responsabilidade que cabe aos atuais governantes.
“A nós, homens públicos da cidade, aos meus secretários, aos vereadores, fica a responsabilidade de seguir essas mesmas virtudes que demonstravam, para que nós continuemos fazendo de São Caetano do Sul a cidade que é. Por isso, é preciso conhecer essa história, para que a gente saiba, efetivamente, onde nós estamos, para que a gente saiba, acima de tudo, para onde a gente vai, o que a gente quer no futuro, o que a gente quer deixar”, finalizou o liberal.